Avião de Campos decolou com antecedência e estava regularizado

De acordo com a Anac aeronave estava com todas as licenças operacionais em dia

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 19h07

 O avião Cessna 560XL em que viajava o candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, decolou 8 minutos antes do previsto do Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O plano de voo apresentado pessoalmente por um dos pilotos à Sala de Informações Aeroportuárias, às 22h26 de terça-feira, previa que o jato partiria às 9h29. O voo decolou às 9h21, com previsão de chegada na Base Aérea de Santos por volta das 10h. 

A Infraero, por meio de sua assessoria, informou que essas pequenas variações de horário são rotineiras. Campos, os assessores Carlos Percol e Pedro Valadares, o fotógrafo Alexandre Severo e o cinegrafista Marcelo Lyra seguiram para a sala vip da Líder Aviação, empresa contratada para fazer as operações aeroportuárias (embarque dos passageiros e envio de bagagens).

O avião era conduzido por Geraldo da Cunha e Marcos Martins, ambos pilotos privados contratados pela coordenação de campanha do PSB. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava sob regime de "arrendamento operacional", destinada a serviços aéreos privados.

Todas as licenças operacionais da aeronave estavam regularizadas, segundo a agência reguladora. A última inspeção aconteceu em janeiro, com validade até fevereiro de 2015. Também o certificado de aeronavegabilidade, que confirma as condições operacionais do avião, estava válido até 2017.

A aeronave tinha capacidade para transportar até 12 passageiros e transportar até 9 toneladas. O modelo do avião possuía dois motores à jato.  A responsabilidade pelo avião era do grupo AF Andrade Empreendimentos e Participações, uma holding de Riberão Preto que atuava nas áreas de usinas de cana de açúcar e etanol. O grupo já foi um dos principais produtores do País, mas enfrentava dificuldades financeiras. Em julho, teve aprovado na Justiça pedido de recuperação judicial e proteção aos credores.

O presidente da holding, José Carlos de Andrade, foi proprietário de uma das maiores usinas de álcool do País, em Ribeirão Preto, mas se desfez do ativo há cerca de dois anos. A companhia se dedicava atualmente a duas usinas, em Goiás e em Minas Gerais, onde tramita o pedido de recuperação judicial da companhia.

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