Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Avenida Paulista tem apoio à Aécio com 2,5 mil militantes

Participantes se reuniram no vão do Masp e caminharam até o Monumento às Bandeiras, próximo ao Pq. do Ibirapuera

LAURA MAIA DE CASTRO, MARCO ANTÔNIO CARVALHO e RICARDO CHAPOLA , O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 19h51

Atualizado às 21h20

Um ato em apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) reuniu, de acordo com a Polícia Militar, cerca de 2,5 mil pessoas na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo, na tarde deste sábado, 25.

Vestidos de amarelo e com adesivos do candidato, os participantes se reuniram desde às 14h no vão do Masp, de onde o ato saiu por volta das 17h. O recém eleito senador de São Paulo Serra e o ex candidato à presidência da república Eduardo Jorge estiveram presentes e subiram no carro de som que puxou a caminhada na Avenida Paulista, sentido Paraíso.

"Uma marcha histórica pela democracia, pela decência  e pela mudança do Brasil. Tenho muita quilometragem em matéria de política e de marchas e nunca vi nada tão espontâneo, forte e sadio para São Paulo e para o Brasil", disse Serra.

Durante o ato, muitos exemplares da revista Veja e panfletos que reproduziram a capa da publicação foram distribuídos. Os participantes cantaram o hino nacional três vezes durante o percurso além dos jingles das propagandas políticas do tucano e músicas contra o PT.

Um caixão com uma foto de Dilma Roussef e à bandeira do PT era carregado no meio da multidão. "Vamos enterrar de vez esse partido amanhã", gritavam militantes.

Entre os participantes, havia muitas crianças, idosos e até animais de estimação adesivado com o número do candidato. O empresário Eduardo Len foi a passeata acompanhado da mulher e dos três filhos, entre eles um bebê de apenas oito meses. "Eu reconheço alguns avanços no País durante o governo do PT, mas chegamos a um tal ponto de aparelhamento e corrupção no Brasil que é muito necessário mudar. Precisamos renovar e por isso trouxe as crianças para eles verem o que é uma passeata pacífica", disse Len.

Hostilidade. Em alguns pontos da passeata, houve hostilidade entre militantes do PSDB e alguns apoiadores do PT que passavam na Avenida. Antes mesmo do ato começar, o Estado flagrou um princípio de tumulto próximo ao Masp. Um militante do PSDB balançava uma bandeira muito próximo ao rosto de uma mulher que estava vestida de vermelho e com os adesivos da Dilma Rousseff que havia parado para discutir posições políticas em frente ao café onde eles estavam. Em seguida, a mulher arrancou à bandeira da mão dele. 

A troca de ofensas entre simpatizantes de Dilma e Aécio continuaram por todo o percurso da Brigadeiro Luis Antonio. Quando o ato chegou à praça do monumento chamado vulgarmente de empurra-empurra, o grupo de apoiadores do candidato Aécio Neves já era bem menor que o presente na Paulista. Por volta das 19h, os presentes encerravam o ato e convidavam a todos a dar um abraço simbólico em uma banca de jornal próxima, em defesa da liberdade de expressão.

A dona da banca da banca em questão, a senhora Guiomar Macedo, de 53 anos, não havia sido avisada e se disse assustada. "Na minha banca? Meu deus! Mas acho que tudo bem, né? Eu não sou a favor do Aécio, mas sou mais contra o PT. Esses aí são tranquilos."

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