Avanço já mantém cúpula do PMDB alerta

O crescimento de poder do PSB e as aspirações eleitorais do partido colocaram em alerta o PMDB e o próprio PT.

O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2012 | 03h06

A cúpula petista acompanha os movimentos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente da sigla, para turbinar a legenda nas próximas eleições. A avaliação da direção do partido é que, até agora, as estruturas do PSB no Sul e no Sudeste dependem exclusivamente da força dos governos estaduais - o que limitaria o crescimento da legenda. Os socialistas compõem as bases de apoio aos governadores nos quatro Estados do Sudeste e três do Sul.

Apesar da sinalização da direção nacional do PT de que pretende evitar choques com candidaturas de partidos aliados em 2012, não há entendimento semelhante entre o PSB e o PMDB, dois pilares para a sustentação do governo federal que disputam espaço na base governista.

O Nordeste, palco da recente ascensão dos socialistas, deverá ser o campo de disputa entre os dois partidos nas próximas eleições. "O crescimento do PSB no Nordeste se deu no momento em que havia esse vácuo deixado pelo próprio PMDB", avalia o presidente peemedebista, o senador Valdir Raupp. "O PMDB chegou a governar oito Estados do Nordeste e perdeu esse espaço por não ter formado uma liderança nacional, capaz de disputar o Palácio do Planalto."

Os peemedebistas pretendem lançar candidatos em oito das nove capitais nordestinas - a exceção é Aracaju. Nenhuma das cidades tem prefeito do PMDB.

Raupp diz que seu partido deve aproveitar a projeção do vice-presidente Michel Temer para ampliar o comando na região, mesmo enfrentando a influência de Campos, uma "figura regionalizada", segundo o senador. "Nosso objetivo é sair como o principal partido das eleições sem olhar para as outras legendas", disse Raupp. / B.B. e J.D.

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