Autonomia do BC é para acabar com interferência política, diz Marina

Candidata do PSB usa horário eleitoral da TV para responder aos ataques da campanha de Dilma a propostas da adversária sobre Banco Central e exploração do pré-sal

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2014 | 14h41

Atualizado às 15h40

São Paulo - Após a campanha da presidente Dilma Rousseff intensificar os ataques à candidata Marina Silva (PSB), a ex-ministra usou o horário eleitoral desta quinta-feira, 11, para responder às principais críticas dirigidas ao seu programa de governo. Na TV, Marina prometeu continuar com o Bolsa Família, usar os recursos da exploração do pré-sal para investir em saúde e educação e explicou o que é a autonomia do Banco Central.

"A autonomia do Banco Central será para nomear técnicos competentes que irão trabalhar sem a interferência de políticos preocupados com a próxima eleição", afirmou a candidata. A política de comando do Banco Central tem sido um dos alvos da campanha petista, que procura explorar a ideia de que a medida vai ameaçar, por exemplo, a manutenção de programas sociais e o controle da inflação. "O Bolsa Família vai continuar como um direito garantido para as famílias necessitadas terem acesso mesmo quando mudarem os governos", disse Marina no horário eleitoral.

A campanha do PSB simulou um "povo fala" para rebater outros ataques, entre eles sobre a exploração do uso do pré-sal, temática que também começou a ser abordada com mais frequência nas propagandas do PT. "Os recursos do pré-sal são para saúde de educação. Não vamos permitir o desvio para a corrupção", disse a candidata.

Cerca de três horas antes da exibição do horário eleitoral, o canal oficial da campanha de Dilma noYoutube publicou um novo vídeo que procura associar um eventual governo de Marina a cortes de investimentos e à submissão a interesses do mercado. A primeira inserção falou sobre o Banco Central e a publicada nesta manhã, sobre o pré-sal. Na avaliação do comando da campanha petista, a repercussão do material foi positiva e a estratégia de associar a adversária ao rótulo de "candidata da elite" deveria ser mantida.

Dilma e Aécio. A exemplo dos últimos programas, a propaganda petista dedicou quase metade dos seus 11 minutos para enumerar as ações dos governos Dilma e Lula no combate à corrupção. "A verdade é que hoje se combate muito mais a corrupção do que no passado", diz um locutor. Ao final, a propaganda repetiu as críticas à proposta de autonomia do Banco Central defendida por Marina, além de números de programas sociais do governo federal.

O horário do candidato do PSDB, Aécio Neves, começou relembrando as denúncias de corrupção na Petrobrás e as críticas comumente feitas à política econômica atual. Como parte da estratégia de associar Aécio aos correligionários mais bem pontuados nas pesquisas de intenção de voto nos Estados, o programa do tucano trouxe o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. / Lilian Venturini, Flavia Guerra, Elizabeth Lopes e Ana Fernandes

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