Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Ausente em evento, candidato petista ao Senado pode ser substituído

Empresas de Miguel Corrêa Júnior serão investigadas por propaganda irregular nas redes sociais e teria provocado desgaste na chapa do PT em Minas

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 23h46

BELO HORIZONTE - No centro da polêmica envolvendo acusações de pagamento de publicidade eleitoral irregular na internet, o candidato do PT ao Senado por Minas Gerais, Miguel Corrêa Júnior, não compareceu ao comício da coligação petista realizada na quinta-feira, 28, com a presença do candidato a vice-presidência do PT, Fernando Haddad. No palanque ninguém mencionou o nome ou explicou a ausência do candidato.

Duas empresas do deputado federal serão investigadas pela Procuradoria Eleitoral do Ministério Público de Minas Gerais, por propaganda irregular nas redes sociais. No domingo passado, após alguns usuários do Twitter afirmarem que foram contratados por agências para fazer campanha para candidatos do PT, entre eles o governador do Piauí, Wellington Dias, o candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, e a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

A prática pode ser considerada como propaganda irregular. Na última segunda-feira, o Ministério Público do Piauí também havia iniciado procedimentos para investigar possíveis crimes eleitorais.

Fontes ligadas ao PT disseram que o envolvimento de Corrêa Júnior no caso que ficou conhecido como “Piauigate” gerou atritos na coligação petista. A presidente cassada, Dilma Rousseff, que disputa a outra vaga ao Senado na coligação, seria uma das lideranças que passaram a cogitar uma substituição de Corrêa Júnior.

Corrêa Júnior fazia 'live' durante o comício, afirma assessoria

A assessoria de imprensa de Corrêa Júnior afirmou que o candidato fez uma "live" durante o comício para explicar o suposto envolvimento das empresas. “Eu sou ficha limpa, nunca estive em nenhuma lista. Tenho convicção da lisura do meu passo a passo”, disse o candidato nas redes sociais. A assessoria negou a possibilidade de substituição na chapa petista.

Nos bastidores, foi ventilada a possibilidade do deputado federal Jaime Martins, do PROS, assumir a candidatura ao Senado. Em Minas, o partido do parlamentar estava na coligação do candidato do MDB ao governo do Estado, Adalclever Lopes, mas, segundo interlocutores, a legenda estaria se movimentando para integrar a coligação do governador Fernando Pimentel, candidato à reeleição. Na disputa nacional, o PROS está coligado com o PT.

“No passado foram feitas algumas sondagens, em função da coligação nacional. Eu não estou avaliando a possibilidade de concorrer ao Senado. Não posso negar um convite que não recebi”, disse Martins. O deputado federal também afirmou que a entrada do PROS na coligação petista em Minas Gerais está sendo conduzida pela direção nacional do partido.

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