Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Ausência de propostas e acusação de machismo marcam debate em Porto Alegre

Rodrigo Maroni (Pros) atacava Manuela D'Ávila (PCdoB), líder nas pesquisas e seu ex-namorado, a cada intervenção que fazia; Fernanda Melchiona (PSOL) defendeu a adversária das agressões

Lucas Rivas / Especial para o Estadão, Porto Alegre

12 de novembro de 2020 | 23h42

PORTO ALEGRE - Muitos ataques e poucas propostas. Este é o resumo do último debate realizado entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, na noite desta quinta-feira, 12. Mais uma vez, a Rádio Gaúcha promoveu um encontro no modelo drive-in, com os postulantes dentro de veículos, acompanhados apenas de um assessor a fim de evitar o contato em meio a pandemia.

Ao atacar indiretamente Manuela D’Ávila (PCdoB) a cada intervenção, Rodrigo Maroni (Pros), ex-namorado dela e que também disputa o cargo, voltou a chamá-la de “mentirosa”. “Tu é (sic)  uma patricinha mimada. Deveria estar no shopping, mas quis ser prefeita. Se eu abrir a boca, eu acabo com a tua carreira”, acusou. Ofendida, Manuela obteve dois direitos de resposta. “A eleição não pode ser resolvida com mentiras e ataques rebaixados contra mim”, rebateu. 

Inconformada, Fernanda Melchionna (PSOL) comprou briga contra Maroni. “O que tu está (sic) fazendo com a Manuela, sistematicamente, é machismo. Eu não posso me calar”, enquadrou. Melchionna ainda provocou Sebastião Melo (MDB) ao mencionar que José Fortunati (PTB) deixou o pleito após um apoiador do emedebista ter acionado a Justiça Eleitoral

Para cooptar os votos de Fortunati, os candidatos debateram temas que eram abordados como segurança, saúde, além da vacinação contra covid. As ideias foram aprofundadas quando os concorrentes responderam perguntas encaminhadas pela população. Pelas redes sociais, Fortunati declarou, hoje, apoio a Melo.

Alvo de ataques, o prefeito Nelson Marchezan Junior (PSDB) rebateu as críticas e defendeu as políticas adotadas pelo seu governo. Mesmo sem entrar em bolas divididas, Juliana Brizola (PDT) defendeu que “nem o antipetismo e nem o antibolsonarismo farão bem para Porto Alegre”. 

 

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