Auditoria do BB descarta quebra de sigilo de ex-vice-presidente

O Banco do Brasil não foi responsável pela quebra de sigilo bancário do ex-vice-presidente da área internacional da instituição Allan Toledo Simões, de acordo com auditoria realizada pelo banco, segundo fontes do governo. A conclusão da auditoria foi apresentada ontem na reunião do Conselho de Administração do banco.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2012 | 03h06

De acordo com a fonte, os auditores não identificaram qualquer fato que comprove acesso indevido às informações ou violação do sigilo bancário, pois todos os acessos à conta foram compatíveis com as funções e atividades dos funcionários responsáveis. A insinuação de que a informação bancária se tornou pública por intermédio do banco não procede, segundo essa fonte.

A auditoria foi realizada a pedido do Ministério da Fazenda, que divulgou nota sobre o assunto no dia 28 de fevereiro. A apuração estava ligada ao presidente do Conselho do BB, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Toledo, supostamente, teria realizado um movimentação bancária atípica de R$ 1 milhão. Ele afirmou, na época, estar convencido de que seu sigilo bancário foi violado dentro do banco e chegou a apresentar a escritura da venda de um imóvel, que seria a origem da transação. Atribuiu a suposta quebra de sigilo a "uma guerra de poder". Toledo era próximo do grupo de Ricardo Flores (presidente da Previ), que teria entrado em conflito com o presidente do BB, Aldemir Bendine.

Nelson Barbosa não quis confirmar a pauta do encontro, embora tenha assegurado que não foi discutida na reunião de ontem do conselho a mudança de diretoria na instituição. "Não teve nada disso", declarou ao chegar ao Ministério da Fazenda, desfazendo as expectativas de que nessa reunião fosse discutida a crise na diretoria do banco.

O debate envolve o futuro do vice-presidente de governo do banco, Ricardo de Oliveira, que estaria envolvido na disputa de poder entre o presidente do BB, Aldemir Bendine, e o presidente do fundo de pensão dos funcionários da instituição, Ricardo Flores, e, por isso, poderia deixar a casa, segundo uma fonte.

O encontro dos conselheiros é mensal e já estava agendado. A decisão de submeter o voto pela saída de Oliveira na pauta do dia cabia justamente a Barbosa. / EDUARDO CUCOLO, RENATA VERÍSSIMO e FERNANDO NAKAGAWA

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