Atuação de filho de Paulinho na gestão Alckmin era regular, diz candidato

Tanto o governador de São paulo quanto Paulinho da Força sustentam que atuação de Alexandre não podia ser vista como desvio de função

Débora Álvares e Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h05

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o candidato a prefeito de São Paulo pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, afirmaram ontem não haver irregularidades na atuação de Alexandre Pereira da Silva na Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho.

"Ele era funcionário terceirizado da secretaria e só por ser filho de deputado (federal) não pode trabalhar?", disse Paulinho na tarde dessa quarta-feira, 18, durante ato de campanha.

Segundo o pedetista, a decisão do filho de deixar a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) e, consequentemente, a secretaria, foi tomada para não prejudicar sua campanha à Prefeitura. "Pesquisas (eleitorais) estão me dando embaixo, e eu estou apanhando. É perseguição. Percebo, claramente, uma tentativa de prejudicar minha candidatura."

Ele não disse, porém, de quem partem os ataques contra ele.

Embora não saiba especificar as atividades de Alexandre no órgão, o candidato do PDT afirmou que ele não chefiava a Coordenadoria de Operações. "Eu não sei qual a função dele, não sei nem onde é a Secretaria do Trabalho." O Estado mostrou que Alexandre atuava informalmente como chefe da coordenadoria, recebia prefeitos no gabinete e decidia os rumos dos programas ligados à coordenadoria.

Questionado sobre ter um filho trabalhando em uma secretaria comandada pelo PDT, partido que preside no Estado, Paulinho se irritou e destacou não haver nenhum contrato entre a Força Sindical e os governos federal, estadual e municipal. "Meu partido tem uma secretaria importante e vamos continuar participando do governo do Estado."

Funções. Alckmin também disse não haver, em princípio, desvios de função de Alexandre na secretaria, mas determinou que a Corregedoria-Geral da Administração verifique o assunto.

"Ele é funcionário contratado pela Fundac exatamente para fazer este trabalho: cuidar de políticas públicas voltadas a emprego e renda. Ele ajuda, assessora o coordenador", afirmou ontem em visita às obras de prolongamento da Linha-2 Verde, na zona leste da capital.

Segundo Alckmin, Alexandre trabalhava na área de emprego e renda, atuação esperada da Fundac em relação ao governo. "Não vejo nenhum problema nisso."

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