Atacado no tema segurança, Alckim se defende de rivais

Padilha chama tucano de 'candidato das cópias malfeitas' e Skaf diz que foram feitas poucas delegacias da mulher pelo PSDB

O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 21h56

Atacado pelo seus dois principais adversários por seu projeto para segurança, Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu durante o horário eleitoral da noite desta quarta-feira, 17, o Detecta, sistema de monitoramento por câmeras utilizado pela polícia de Nova York. Criticado por Paulo Skaf (PMDB) e chamado de "candidato das cópias malfeitas" por Alexandre Padilha (PT), o tucano repetiu o programa em que apresentava sua proposta e, com um locutor, defendeu sua posição, dizendo que nunca afirmou que o projeto já estava em pleno funcionamento.

"Em nenhum momento Alckmin falou que o Detecta estava completamente implantado", disse o locutor, mostrando que o sistema ajudou no conflito entre polícia e invasores no centro da cidade nesta terça-feira, 16. "O fato é que Skaf e Padilha estão desesperados. Eles não estão nem aí para o Detecta. Eles estão apenas atrás do seu voto", afirmou o narrador.

Skaf e Padilha atacaram Alckmin justamente no tema da segurança. O peemedebista foi para as ruas e ouvir a população sobre como agiria em casos de estupro. Entre suas promessas feitas no horário eleitoral estão a construção de delegacias da mulher em 33 cidades e a sugestão para o Congresso dobrar a pena de estupro e reduzir a maioridade penal para 16 anos, separando nas prisões os menores de idade. "Vamos mudar essa situação lamentável", disse.

Já o petista foi mais agressivo com o atual governador. Afirmou que, na mesma semana que foi para NY estudar o projeto da polícia americana, Alckmin anunciou o Detecta.

"Não há problema em copiar boas ideias, desde que sejam aplicadas para a vida real", disse Padilha. Listando o Bilhete Único e o Minha Casa, Minha Vida como planos copiados pelo PSDB em São Paulo e que não funcionaram nos moldes implementados pelo rival, o ex-ministro prometeu criar a Força Paulista de Segurança e seguir o exemplo do governo federal, utilizando o processo de segurança da Copa do Mundo.

Durante sua participação na série Entrevistas Estadão, o governador e candidato a reeleição, Geraldo Alckmin, destacou que São Paulo é o segundo Estado que menos se mata no País, com 10,5 assassinatos por 100 mil habitantes - segundo estudo realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o Estado teria taxa de 15,1 e ficaria atrás de Santa Catarina. O tucano também afirmou não ter dúvida que, assim como "nós vencemos os crimes contra a vida, vamos também vencer o furto".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.