Assunto está em pauta desde o fim do Império

A República ainda engatinhava no País e a necessidade de reformar as leis que regem a política já estava na boca dos que ocuparam ou pretendiam ocupar o poder. "Redigindo o meu plano de governo, estava eu, como estou, sob a impressão mais viva de que a reforma política no Brasil, demanda, antes de mais nada, o extermínio dos abusos contra a nossa legislação constitucional e a retificação dos erros que a desorganizam", discursou Ruy Barbosa quando era candidato à Presidência em 1910. Desde então, não há governo que não tenha recorrido ao discurso da reforma para justificar a ausência de transformações em suas gestões. Até mesmo nos períodos de ditadura. Com o fim do regime militar, todos os presidentes eleitos se comprometeram a priorizar e destravar a reforma política. Na prática, não conseguiram convencer nem os aliados a votar.

EDMUNDO LEITE, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2013 | 02h06

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