Assembleia do RJ cria Comissão da Verdade local

Após um ano de tramitação, sete adiamentos e muita polêmica, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou ontem, por 49 votos a 2, o projeto de lei que formaliza a criação de uma Comissão da Verdade local. O texto, no entanto, ainda terá de ser sancionado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

RIO, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2012 | 03h07

A comissão investigará violações de direitos humanos cometidas por agentes públicos fluminenses entre 1946 e 1988, em especial durante o período do regime militar (1964-1985).

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), filho do deputado federal e capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi o que mais se opôs à aprovação do projeto. Ao longo dos debates de ontem, ele citou o nome de 13 vítimas civis e militares da atuação de grupos guerrilheiros de esquerda durante os anos da ditadura.

Flávio também mencionou a recente condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão e lembrou que o líder petista atuou nos grupos de luta armada durante as décadas de 1960 e 1970. Além de Bolsonaro, o deputado Édino Fonseca (PEN) também votou contra o projeto. / ALFREDO JUNQUEIRA

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