'Arrecadação está fraca', afirma tesoureiro do PT

Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, os motivos são o mensalão e a CPI do Cachoeira

Daiene Cardoso, da Agência Estado

20 de agosto de 2012 | 19h17

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, reclamou nesta segunda-feira, 20, da dificuldade que o partido vem enfrentando na arrecadação para as campanhas eleitorais em todo o País. "Não está fácil. O PT não está conseguindo arrecadar. A arrecadação está fraca, está devagar", disse o tesoureiro após participar de uma reunião da cúpula do PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde. Para o presidente estadual do PT, deputado estadual Edinho Silva, a fraca arrecadação pode estar relacionada com o julgamento do mensalão. "Nós estamos com uma CPI em andamento, com um processo de julgamento em andamento. Evidente que não é um ambiente de tranquilidade da política", considerou o dirigente petista.

Na avaliação de Edinho, os doadores de campanha estão inseguros para fazer as doações neste momento. "Penso que existe, evidentemente, uma situação por conta desse ambiente político que o País vive, talvez uma certa insegurança do empresariado", concluiu. Embora reconheça os problemas de financiamento, Edinho disse que o partido trabalhará com o que tem e que isso não será motivo para paralisação de campanha em nenhum município. "Vamos fazer campanha com aquilo que o PT arrecadar", garantiu.

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou a baixa arrecadação neste momento da campanha eleitoral, mas afirmou que o problema "é geral". "Todos os partidos, de uma certa maneira, estão sinalizando que está havendo dificuldade", comentou o candidato.

Apesar da baixa arrecadação, os petistas fizeram uma avaliação positiva das perspectivas da sigla em todo o País. Para a cúpula do PT, a legenda deve sair "maior do que entrou" na campanha de 2012. "A ideia é que agora a campanha comece para valer em função da TV. Mudam os gráficos (pesquisas de intenção de votos), o João Santana (marqueteiro do PT) falou disso", disse o deputado federal Gilmar Tatto, líder da bancada do partido na Câmara.

O PT aposta na presença maciça do ex-presidente Lula nas inserções de rádio e TV dos candidatos que vão ao ar a partir desta terça. Ao fazer uma análise da expectativa de crescimento do PT no Estado de São Paulo, Edinho Silva afirmou que a sigla deve manter a sua força na Grande São Paulo e que ainda tem chances de recuperar a cidade de Santo André com a candidatura do deputado estadual Carlos Grana. Além da Grande São Paulo, eles esperam crescer também em regiões onde o PT tradicionalmente tem dificuldades, como nas regiões do Pontal do Paranapanema, Presidente Prudente e Araçatuba. Os dirigentes também falaram sobre a situação do deputado federal João Paulo Cunha, candidato do PT à Prefeitura de Osasco, que é um dos réus do mensalão. Para os petistas, mesmo com a forte possibilidade de condenação de João Paulo, o PT não tem um plano B para Osasco. "Temos só o plano A", disse Edinho.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012PTarrecadação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.