Armínio diz ser 'absurdo' comentário de Dilma de que ele não gosta do salário mínimo

'Ela está mal informada ou distorce os fatos', afirma coordenador da área econômica da campanha de Aécio Neves (PSDB)

Stefânia Akel , O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 16h54

São Paulo - O ex-presidente do Banco Central e coordenador da área econômica da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência, Arminio Fraga, disse nesta quinta-feira, 9, ser um "absurdo" o comentário feito pela candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), em Salvador, de que ele não gosta do salário mínimo.

"Em comício há pouco em Salvador a presidente Dilma Rousseff disse que eu não gosto do salário mínimo. Trata-se de um absurdo, que repilo com veemência", ressaltou Fraga, em nota divulgada pela Coligação Muda Brasil, de Aécio. "Ela está mal informada ou distorce os fatos."

Segundo ele, uma política econômica "digna do nome" tem que ter por objetivo aumentar o salário e a renda das pessoas, especialmente os mais pobres, que se beneficiam de aumentos reais no salário mínimo. Fraga afirmou ainda que já afirmou no passado que existe muito espaço para os salários crescerem, especialmente se a economia crescer, mas que isso não vem ocorrendo.

Em campanha em Salvador na manhã desta quinta, Dilma aproveitou para tentar desqualificar Fraga, já apontado por Aécio como seu ministro da Fazenda, caso seja eleito. "Uma coisa muito grave é quando eles implicam com o salário mínimo - e implicar com o salário mínimo é a maior característica desse senhor que foi presidente do Banco Central e agora aparece como um eventual futuro ministro da Fazenda, mas que não vai ser", disse Dilma.

"Ele não gosta do salário mínimo. Eles acham que, para resolver os problemas do Brasil, têm de diminuir o salário mínimo, dizem que o salário mínimo está recessivo. Isso é um escândalo. Essa é a típica proposta que fez com que este país quebrasse três vezes."

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