'Aqui é diferente da Amazônia'

Qual a importância da Força Nacional em Sidrolândia?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

09 Junho 2013 | 02h04

Dá tranquilidade, mas não resolve a questão.

Qual é a solução?

A solução é o governo federal comprar as áreas (na região, o hectare vale de R$ 10 mil a R$ 15 mil). Não há mais segurança jurídica nem clima para o produtor continuar lá. A vida toda produtores e índios conviveram sem problema. O que há é uma orquestração política.

Orquestração de quem?

Da Igreja Católica, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), ONGs. O DNA disso está na Igreja Católica. Ali não há o que se discutir sobre títulos de propriedade. Toda a documentação na região é legal.

Mas os índios argumentam que estão na região desde a Guerra do Paraguai, no século 19.

Mas então São Paulo também tem de ser retomada. Nós reconhecemos a dívida social com os índios. Mas essa dívida é da sociedade, não dos produtores rurais. Os produtores rurais são vítimas.

Bastaria comprar e entregar para os índios?

Sim. Mas tem uma outra questão, que é o debate sobre o direito de propriedade. O que adianta o governo liberar bilhões para a produção se não dá segurança jurídica ao produtor? Em Mato Grosso do Sul há uma área de 250 mil hectares questionada. Aqui é diferente da Amazônia. Aqui os índios vivem integrados, próximos das cidades, têm computador.

Os produtores vão reagir?

Vamos fazer no dia 14 uma mobilização nacional nos Estados de conflito. Isso precisa ser debatido. / P.P.

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