Aproximação teve início há quase seis meses

BASTIDORES: Leonencio Nossa e Ricardo Della Coletta

O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2013 | 02h08

Eduardo Campos levou quase seis meses na aproximação com Marina Silva. A aliança foi selada na sexta-feira à noite, no apartamento de uma assessora do deputado Walter Feldman, em Brasília. Nessa reunião, Marina mostrou disposição em ser vice de Campos. Acordo fechado, o governador foi comemorar na madrugada de sábado no restaurante Piantella, reduto de políticos da capital federal.

Campos e Marina iniciaram a aproximação em abril, quando o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) entrou com mandado de segurança no Supremo para suspender um projeto no Congresso que restringia a criação de partidos - se aprovado, afetaria a Rede de Marina. A ação já era um aceno de Campos, que se manteve à vista da ex-ministra do Meio Ambiente.

Na noite de quinta-feira, após a rejeição da Rede pelo Tribunal Superior Eleitoral, Rollemberg telefonou para Marina. A ex-senadora disse que Feldman iria procurá-lo. Senador e deputado almoçaram na sexta-feira para os últimos acertos do acordo.

Rollemberg, então, avisou a Campos, por telefone, que ele poderia pegar um voo para Brasília e anunciar a aliança. "Eduardo, você é o candidato que pode acabar com essa polarização", disse Marina, na casa da assessora de Feldman, referindo-se à histórica rixa entre PT e PSDB.

Apesar de os contatos terem começado faz tempo, Marina e Campos tentaram passar a impressão ontem de que o acordo foi uma "surpresa" inclusive para eles. A ideia era mostrar que, num gesto de desprendimento, a ex-ministra abria mão de sua candidatura num partido nanico em prol de um projeto político que tivesse sintonia com a frustrada Rede.

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