Aprovação de Dilma vai a 77%, diz Ibope

Popularidade da presidente supera a que tinham Lula e FHC no segundo ano; índice do governo repete dezembro, com 56%

ANDREA JUBÉ VIANNA , RICARDO BRITTO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2012 | 03h07

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos em três meses e chegou aos 77%, revelou ontem a nova pesquisa CNI/Ibope. É um índice superior ao que tinham, neste mesmo período de governo, os seus dois antecessores. Fernando Henrique Cardoso havia alcançado 57% e Luiz Inácio Lula da Silva, 60%.

A avaliação de governo se manteve no patamar de dezembro, com 56% de "ótimo" e "bom". A administração foi considerada "regular" por 34% dos consultados, e outros 8% a definiram como "péssima".

A exemplo de Lula, foi também no Nordeste que Dilma obteve sua maior aprovação: 82%, seis pontos porcentuais acima do conseguido na pesquisa anterior. Essa média é maior também em cidades pequenas, onde alcança 79%. No Sudeste, a popularidade da presidente saltou de 69% para 75% entre dezembro e agora.

A pesquisa mostrou, ainda, que a atual política de combate à inflação é aprovada por 42% dos consultados (eram 39% em dezembro). As medidas adotadas pelo governo contra a pobreza e a fome são aprovadas por 59%.

Negativos. Ao lado das boas notícias para a presidente, a pesquisa aponta, em seu conjunto de políticas, alguns números negativos, principalmente no que se refere à carga tributária, juros, saúde e segurança. A carga tributária é considerada alta por 65%. A atual situação da saúde é reprovada por 63%, a política de juros é rejeitada por 55% e 61% criticam a política de segurança.

"O estilo da presidente, mostrando firmeza na substituição de ministros e no relacionamento com a base aliada no Congresso, parece estar tendo uma empatia melhor com a população, que vê Dilma Rousseff mais presente na administração do governo", disse, sobre os novos números, o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco. Segundo ele, "a leitura é que ela transmite para a população uma personalidade própria, com característica diferente em relação ao antecessor". E a "faxina" nos ministérios é exemplo disso.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas de 142 cidades, entre 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

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