Denis Ferreira Netto/ESTADÃO CONTEÚDO/Divulgação
Denis Ferreira Netto/ESTADÃO CONTEÚDO/Divulgação

Após prisão, Beto Richa cai 11 pontos na disputa ao Senado, aponta Ibope

Ex-governador do Paraná cai 11 pontos percentuais e empata em segundo lugar com outros três concorrentes

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2018 | 19h55

CURITIBA - Depois de ficar quatro dias preso, acusado de desvios em sua gestão como governador do Paraná, o candidato ao Senado nas eleições 2018 Beto Richa (PSDB) corre o risco de perder a vaga, segundo indica pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 27. No levantamento, ele aparece com 17% das intenções de voto, 11 pontos porcentuais a menos do que os 28% que tinha na última pesquisa, divulgada no início do mês.

Richa, a esposa Fernanda, o irmão Pepe, e outros 12 suspeitos de desvios em um programa de manutenção de estradas rurais no primeiro governo tucano, entre 2010 e 2014, ficaram presos a pedido do Ministério Público Estadual entre os últimos dias 11 e 15. Eles foram soltos por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Pepe foi preso novamente nesta terça-feira, 26, mas pela Operação Lava Jato, que investiga supostas propinas em troca de contratos de pedágio do estado, apuração que também atinge o ex-governador. O primo do tucano, Luiz Abib Antoun, está no Líbano, com mandado de prisão em aberto. Na terça-feira, o Ministério Público do Paraná denunciou o tucano por corrupção e fraude em licitação. Ele nega as acusações.

Após a queda nas intenções de votos apontados pela pesquisa Ibope, Beto Richa aparece agora empatado tecnicamente em segundo lugar com outros três postulantes ao cargo: Flavio Arns (REDE), que tem 16% das intenções de voto; Oriovisto Guimarães (PODE), com 15%; e Alex Canziani (PTB), que tem 14%. Oriovisto foi o que mais cresceu em intenções de voto em relação ao último levantamento: subiu de 3% para 15%. Arns oscilou um ponto: passou de 17% para 16%; e Canziani tinha 11% e passou para 14%.

O candidato à reeleição ao Senado Roberto Requião (MDB) manteve o primeiro lugar no levantamento do Ibope, com 39% das citações de eleitores paranaenses. Ele teve uma ligeira queda em relação à pesquisa do início do mês, em que tinha 43% das intenções de voto.

Na sequência do atual levantamento aparecem Mirian Gonçalves (PT), com 7% e Nelton (PDT), com 3%. Jacque Parmigiani (PSOL); Rodrigo Reis (PRTB); Roselaine Barroso (PATRI); Zé Boni (PRTB); e Rodrigo Tomazini (PSOL), têm 2% da preferência cada um; e, depois, aparecem Compadre Luiz Adão (DC) e Gilson Mezarobba (PCO), com 1% das intenções de voto cada um.

Os que disseram que vão votar em branco ou anular o voto para a primeira vaga ao Senado somaram 13% dos entrevistados, igual porcentual em relação ao levantamento anterior. Para a segunda cadeira, o porcentual de brancos e nulos diminuiu de 30% para 19%. Segundo o Ibope, 44% dos eleitores não souberam responder à pesquisa atual. No levantamento anterior, 31% não sabiam em quem votar ou não haviam respondido.

Espontânea

Com 15% das intenções de voto, Requião também aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea, em que o pesquisador não apresentar uma relação de candidatos ao Senado. O emedebista é seguido de Oriovisto Guimarães, com 6%; Flavio Arns, com 5%; e Beto Richa e Alex Canziani – que integram a mesma chapa –, com 4% cada um.

Mirian Gonçalves tem 2% na pesquisa espontânea. Nelton e Zé Boni tem 1% cada um. Os demais candidatos ao Senado não pontuaram nessa modalidade. Brancos e nulos somaram 19%, e 67% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.204 eleitores entre os dias 24 e 26 de setembro. Registro no TRE: PR‐07128/2018. Registro no TSE: BR‐03369/2018. O nível de confiança é de 95%.

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