Após postagem, filho de Bolsonaro é acionado por Comissão de Ética da Câmara no Rio

Vereador Carlos Bolsonaro republicou imagem com homem amarrado, ensanguentado e com cabeça dentro de saco plástico em sua conta no Instagram

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2018 | 10h49

RIO - Um dos filhos do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro será acionado pela oposição na Comissão de Ética da Câmara do Rio sob acusação de apologia à tortura. Parlamentares da oposição entraram com denúncia contra a divulgação de imagem que simula um homem torturado. A foto foi publicada no “stories” do vereador no Instagram na noite de terça-feira, 25. Stories são mensagens com duração de 24 horas que podem ser deletadas.

O vereador publicou o conteúdo em referência ao movimento #EleNão, criado por um grupo de mulheres contrárias à candidatura de seu pai. Na imagem, um homem está amarrado, ensanguentado e com a cabeça dentro de um saco plástico. Em seu peito está escrito #EleNão e, mais abaixo, a frase: "sobre pais que choram no chuveiro", usada para se referir a pais que têm vergonha de filhos homossexuais. 

A imagem, produzida originalmente por um ativista e sem a frase com referência a pais que choram no banheiro, foi repostada por um grupo de direita de Porto Velho, em Rondônia, chamado de @direitapvh. A página traz postagens críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e homenagens ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No Twitter, Carlos Bolsonaro se posicionou oficialmente no início da tarde de quarta-feira, depois de a imagem ter viralizado na rede: “Novamente inventam como se eu tivesse divulgado uma foto dizendo que quem escreve #elenão mereceria alguma maldade. Não, canalhas! Foi apenas a replicação da foto de alguém que considera isso uma arte. Me agradeçam por divulgar e não mintam como sempre”, escreveu. 

Carlos Bolsonaro não disputa nenhum cargo nas eleições 2018 e está de licença na Câmara para acompanhar seu pai, que está internado desde 7 de setembro em São Paulo após ter levado uma facada em ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

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