Após o debate, Aécio volta a falar sobre escândalos do governo

Após o debate, Aécio volta a falar sobre escândalos do governo

Em entrevista coletiva, candidato tucano afirmou que atual governo 'protagonizou alguns dos maiores escândalos de corrupção' do País

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 01h27

 Em entrevista coletiva concedida depois do debate presidencial da TV Globo, o candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que "este governo protagonizou alguns dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil" e prometeu, se eleito, a demitir toda a  diretoria da Petrobrás, estatal que está no centro de denúncias de desvio de dinheiro que envolvem empresas fornecedoras e partidos políticos. "A remoção da diretoria da Petrobrás é imediata (em caso de vitória).

Vamos privilegiar funcionários de carreira e profissionalizá-la. Isso serve para os bancos públicos e as grandes empresas nacionais. Os brasileiros vão encontrar no meu governo o resgate da meritocracia", afirmou o candidato. Aécio voltou a mencionar reportagem da revista Veja segundo a qual o doleiro Alberto Youssef, um dos acusados de participação no esquema da Petrobrás, disse em depoimento que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento dos casos de corrupção na maior estatal do País.

O tucano lembrou que a presidente citou denúncia do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa de que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, recebeu propina para evitar investigações da CPI da Petrobrás. "As mesmas fontes que serviram para ela fazer acusações ao ex-presidente do PSDB não servem quando as denúncias são de seu governo", afirmou. Aécio condenou ação de "vândalos" no edifício da revista, em São Paulo.  

Aécio votou a dizer que, se eleito, criará condições para, até o fim do governo, reduzir o centro da meta de inflação de 4,5% ara 3%. "Minha equipe econômica será altamente qualificada, experiente", afirmou, ao ser questionado sobre quem seria o presidente do Banco Central em um possível governo tucano. O candidato reclamou mais uma vez dos ataques dos adversários durante a campanha. "Esta foi a eleição da intolerância, da mentira", reclamou. "Foi uma campanha de muitas idas e vindas, chego ao fim da campanha leve, pela certeza de que tive oportunidade de mobilizar o Brasil", declarou. 

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