Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após Ibope, Ciro vê disputa eleitoral em aberto: 'Povo não decidiu ainda'

Candidato do PDT questiona idoneidade de institutos de pesquisa e fala que País precisa de um 'caminho novo'

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2018 | 12h06

RIO - O candidato do PDT à Presidência da República nas eleições 2018, Ciro Gomes, minimizou os números da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada nesta segunda, 24, e que mostra o pedetista estacionado com 11% das intenções de voto, metade do índice alcançado por Fernando Haddad (PT), segundo colocado atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que tem 28%. "A eleição está aberta", afirmou, em Duque de Caxias.

"Vamos pegar o passado para não parecer que é candidato se queixando de resultado de pesquisa: dia 23 de setembro de 2014, mais ou menos neste dia da eleição passada, o Ibope dizia que a Dilma (Rousseff, do PT) tinha 37% (das intenções de voto), a Marina (Silva, então no PSB) tinha 32% e o Aécio (Neves, do PSDB), 19%. Como todo brasileiro sabe, o resultado foi completamente diferente disso", afirmou.

"Isso tem duas razões. Primeira: o povo não decidiu ainda. Nós ainda temos três debates fundamentais, nas três emissoras (de TV) de maior audiência. Segunda: dia 29 você terá manifestações importantes de mulheres, que são a maioria do eleitorado e tendem a influenciar muito o voto. 51% das mulheres, que são 52% do eleitorado, não decidiram o voto ainda. Portanto, a eleição está aberta", afirmou.

"Isso quer dizer que eu sou favorito? Não, eu nunca fui. Vamos ter clareza, eu não entrei nisso porque era favorito. Entrei nisso porque a gente precisa dar ao povo brasileiro (uma opção)", afirmou Ciro, que lançou dúvida sobre a idoneidade dos institutos de pesquisa: "Neste país se compra e se vende até deputado. Será que os institutos de pesquisas estão imunes ao poder avassalador do dinheiro e da corrupção?"

O candidato do PDT acredita que o panorama eleitoral pode mudar até outubro: "As pesquisas são um retrato do momento, mas nenhuma nação do mundo civilizado dá aos institutos de pesquisa o direito de escolher por nós o nosso destino. Acredito muito que o povo vai tirar esses últimos dias (antes da eleição) para pensar. Será que o Brasil está obrigado a escolher entre o 'coisa ruim' (referência ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro) e a volta do PT?"

"Será que o país aguenta esse nível de ódio na política? Quando a Dilma ganha a eleição por quase nada e o Aécio se nega a reconhecer o resultado, se cria a ambiência para destruir a economia. Quem está pagando muito caro por isso é a população mais pobre. Nós temos a chance de criar um caminho novo para o Brasil", afirmou Ciro.

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