Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Doria e França deixam de lado polêmicas e dão trégua em debate

Candidatos prometem cumprir promessas do PSDB, como reduzir a tarifa de pedágios e reajustar o funcionalismo

O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2018 | 19h48
Atualizado 23 de outubro de 2018 | 21h31

Os candidatos ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), deixaram de lado o tom beligerante de suas campanhas e fizeram nesta terça-feira, 23, pela primeira vez no segundo turno, um debate mais propositivo e sem ataques no encontro promovido por SBT/Folha/UOL

Logo no início do debate, o penúltimo antes da eleição – nesta quinta-feira ocorre o da TV Globo –, Doria propôs um pacto de não agressão. “Tenho segurança que teremos um debate altivo, propositivo, valorizando a proposta dos dois candidatos”, disse. França consentiu.

O tucano, que tem chamado o atual governador de “lobo em pele de cordeiro” por já ter apoiado o PT no passado e ter recebido apoio de grupos de esquerda nesta eleição, chegou a elogiar medidas adotadas ou propostas por França, como a implantação de um hospital para idosos e ampliação das vagas na Universidade Virtual de São Paulo (Univesp).

Ambos demonstraram concordâncias em diversas propostas relacionadas a projetos criados pelos governos do PSDB, como a expansão dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e do programa Bom Prato, e até com relação a promessas feitas e não cumpridas pelo ex-governador tucano Geraldo Alckmin, como a redução das tarifas de pedágio e aumento salarial para o funcionalismo. 

Em clima muito diferente dos três debates anteriores do segundo turno, quando Doria chamou França de “carreirista” e o governador disse que o tucano era “traidor”, os dois candidatos distribuíram apenas algumas alfinetadas. Atrás nas pesquisas, que apontam empate técnico dentro da margem de erro, França foi quem mais provocou, criticando indiretamente a renúncia precoce de Doria à Prefeitura da capital. “Eu tenho palavra”, repetiu. Deste vez, o tucano não reagiu.

Doria manteve a estratégia de colar sua imagem à do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), citado três vezes por ele durante o debate, e negou que pretenda sair do PSDB após a eleição por causa das rusgas com Alckmin e outros tucanos ligados ao ex-governador.

Já França reiterou que é o “novo” diante da polarização entre PT e PSDB e tem capacidade para “unir o País” a partir de São Paulo.

Questionado por jornalista, o pessebista disse discordar de algumas falas de Bolsonaro e não revelou em quem votará para presidente. 

Ao responder pergunta de uma jornalista, Doria condenou mais uma vez um vídeo de sexo que circula nas redes sociais atribuído a ele e disse que vai tomar medidas judiciais para identificar o responsável. /FABIO LEITE, MATEUS FAGUNDES e DANIEL GALVÃO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.