Após definição de 2º turno, presidenciáveis usam redes sociais para comentar resultado

Haddad agradeceu Lula, disse que vai manter pontes de diálogo abertas e Bolsonaro apelou ao antipetismo

Victor Sena, especial para O Estado

08 Outubro 2018 | 01h55

Enquanto os presidenciáveis que ficaram de fora do segundo turno das eleições presidenciais agradeceram os votos que tiveram e se dividiram entre futuros apoios, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) mantiveram o clima de campanha.

Jair Bolsonaro apelou ao sentimento de mudança no Brasil e disse que selará a vitória no segundo turno, “mesmo com todo o sistema trabalhando contra”. O candidato do PSL, que teve 46% dos votos, usou o Twitter para atacar o PT.

“O Partido dos Trabalhadores financiou ditaduras via BNDES; anulou o legislativo no mensalão; tem tesoureiros, marketeiros e ex-presidente na cadeia por corrupção; quer acabar com a Lava Jato, além de controlar a mídia e internet”, disse.

Haddad agradeceu o apoio à família, ao PT e ao ex-presidente Lula, preso e condenado na Lava Jato. Em tuítes seguintes, o ex-prefeito de São Paulo agradeceu aos partidos que compõem sua aliança, PCdoB e Pros, e disse que vai manter as pontes de diálogo aberto.

O petista recebeu 29,25% dos votos e afirmou que conversou em contato com Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL).

O candidato do PDT ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, com 12,47%,

e publicou uma imagem de capa agradecendo os votos que recebeu.

Com cerca de 990 mil seguidores no Twitter, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) não postou nada. Alckmin teve 4,76 % dos votos, a menor votação que um candidato do PSDB recebe desde 1994.

Em suas páginas no Twitter e Facebook, João Amoedo (Novo) comemorou a posição de quinto lugar e a eleição de oito deputados para a bancada federal do partido. Antes do resultado das eleições, o candidato havia dito que não cogita apoiar Haddad.

Boulos que teve 0,58 % dos votos, declarou o apoio a Fernando Haddad e disse que estará nas ruas “para derrotar o fascismo”. Já Marina Silva afirmou que não vai apoiar nenhum dos candidatos, apesar do pedido de Haddad: “Podemos assegurar: estaremos na oposição porque é a única forma de quebrar o ciclo vicioso”.  A candidata teve 1% dos votos.

Ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB) publicou um vídeo em que diz ter conquistado o respeito da sociedade brasileira, apesar de não ter recebido muitos votos. Meirelles alcançou a marca de 1,20% dos votos.

Até as 23h50 deste domingo, 7, o candidato Álvaro Dias (Podemos) não havia se pronunciado no Facebook e no Twitter. Dias marcou 0,80% e faz parte do grupo de candidatos que não conseguiram pontuar ao menos 1% cada, junto a Boulos, Vera (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL). João Goulart Filho agradeceu os votos que recebeu em sua página no Facebook e disse que o sistema eleitoral atual é “excludente”.

Nesse grupo dos nanicos, poucos se posicionaram. A candidata do PSTU, Vera Lúcia, insinuou  que é preciso derrotar Bolsonaro, a quem chamou de “ultra direita”, mas não se posicionou sobre Haddad. José Maria Eymael não postou nada, nem no Twitter e nem no Facebook, assim com Cabo Daciolo (Patriota).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.