Após crise com militares, Dilma elogia Força no Dia do Exército

Presidente prestigia solenidade ao lado de Amorim e do comandante Peri, que pede melhores salários e equipamentos

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h06

Dois meses após ter enfrentado uma crise militar e sofrer ataques de militares da reserva, a presidente Dilma Rousseff fez questão de prestigiar a solenidade do Dia do Exército, ao lado do ministro Celso Amorim (Defesa) e do comandante do Exército Enzo Peri, gesto considerado politicamente importante por eles.

Na cerimônia Peri não deixou de dar um recado a Dilma, ao apresentar reivindicações salariais e de reequipamento da Força. "Por vocação, o soldado é despojado de si mesmo e desapegado de interesses materiais" disse. Mas ressalvou: "Por trás desse homem há uma família, que precisa de condições compatíveis para viver com dignidade".

Depois da questão salarial, Peri defendeu também o reaparelhamento da Força. "A dissuasão externa, para preservar a soberania e os interesses nacionais, advém da existência de forças modernas, bem equipadas, adestradas e em estado de permanente prontidão, capazes de desencorajar intimidações, agressões e ameaças", comentou.

Em sua fala, Dilma limitou-se a tratar da questão operacional. "Continuaremos trabalhando para que a nossa força terrestre esteja sempre capacitada para manter a devida operacionalidade e prontidão frente às missões que se apresentem, e para garantir os interesses estratégicos do País", discursou. Ela destacou, ainda, o papel da Força nos dias de hoje. "Esse papel de destaque persiste nos dias de hoje em reconhecidas participações do Exército brasileiro no exterior e em sua atuação em território nacional - seja no apoio à ocupação de áreas de conflito no Rio ou no atendimento à população em situações emergência."

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