TV Globo/Reprodução
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Após comentar assassinato, Bolsonaro diz que sua fala foi tirada de contexto pela imprensa

Candidato do PSL diz que 'esquecerem de dizer' que foi ele quem levou uma facada

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2018 | 17h42

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira, 10, que sua fala sobre o assassinato que ocorreu na Bahia após a eleição de domingo foi tirada do contexto. Ele havia dito, na terça-feira, que “não tem controle” sobre seus simpatizantes e que não tinha relação com episódios de violência.

“Esqueceram que quem levou uma facada por motivações políticas fui eu. Essa desinformação está a serviço de quem?”, afirmou o candidato nesta quarta-feira, 10, nas redes sociais.

No domingo, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi assassinado a facadas em Salvador. Em depoimento à polícia, o barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, autor confesso do crime, admitiu que uma discussão política foi a motivação do crime que ele cometeu.

Uma discussão entre Paulo Sérgio, que votou e defendeu o candidato do PSL Jair Bolsonaro à Presidência, e o dono do bar, apoiador de Fernando Haddad (PT), foi o estopim para o fato.

Na terça, durante a entrevista, um repórter questionou Bolsonaro com a seguinte pergunta: "Como o senhor vê esses atos de violência que têm sido cometidos em nome ou apoio do senhor?"

Bolsonaro respondeu: “A pergunta deveria ser invertida. Quem levou a facada fui eu. Se um cara lá que tem uma camisa minha comete um excesso, o que tem a ver comigo? Eu lamento, e peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle. A violência e a intolerância vêm do outro lado e eu sou a prova disso”, afirmou.

Na terça, ao publicar uma reportagem sobre a entrevista, o Estado publicou a frase completa do candidato.

Haddad diz que Bolsonaro estimula violência

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, acusou o adversário na disputa de segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro, de estimular casos de violência no País. "Dizer que não pode responder pelos atos de correligionários é como alguém que tem cachorro bravo, solta da coleira e diz que não pode responder pelas ações do animal", declarou Haddad, nesta quarta-feira, 10, em ato com sindicalistas na capital paulista.

Para o candidato petista, a candidatura de Bolsonaro "é como se a história estivesse dando marcha ré". Haddad declarou ainda que o adversário entra em contradição ao dizer que vai aumentar a oferta de serviços públicos e ao mesmo tempo defender medidas do governo Michel Temer.

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