Lucio Tavora|AFP
Lucio Tavora|AFP

Após ataques, pré-candidatos de esquerda vão participar de ato com Lula em Curitiba

Manifestação de apoio ao ex-presidente será a última etapa da caravana do petista; passagem por Guarapuava foi cancelada

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 14h58

BRASÍLIA - Após o ataque a tiros à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná, pré-candidatos à Presidência de partidos de esquerda decidiram participar do ato com o petista em Curitiba na tarde desta quarta-feira, 28.

A pré-candidata do PCdoB, Manuela D'Ávila, e o do PSOL, Guilherme Boulos, vão se juntar a Lula em protesto às manifestações de violência que marcaram passagem do ex-presidente pelo Sul do País. "Estaremos hoje em Curitiba repudiando a escalada fascista e defendendo a democracia e o Estado Democrático de Direito", disse Manuela em nota.

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O pré-candidato do PSOL afirmou que vai procurar outros partidos, além do PT e do PCdoB, como o PDT e PSB, para que tracem uma estratégia para conter a escalada de violência que a esquerda vem sofrendo no Brasil. "É hora de a esquerda mostrar unidade. Não dá para brincar com o fascismo", disse Boulos.

Boulos, no entanto, afirma que não está defendendo uma candidatura única do bloco, mas de uma coordenação para mostrar que há uma reação conjunta entre as forças de esquerda. O ato desta quarta-feira em Curitiba é o último da caravana de Lula pelo Sul do País.

ATO EM GUARAPUAVA CANCELADO

Após o incidente desta terça-feira, Lula cancelou sua passagem por Guarapuava (PR) na manhã desta quarta-feira após o ataque a dois ônibus de sua caravana na estrada entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, informou o diretório municipal do PT de Guarapuava. 

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"A gente evitou que houvesse uma violência maior aqui em Guarapuava", disse  presidente do partido na cidade, Antenor Gomes de Lima. "Nos perdoem, a gente tinha que preservar algo maior, que é a segurança dos guarapuavanos e do presidente Lula, que vem sendo ameaçado por esses que têm medo de perder a eleição", afirmou.

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Os ânimos se acirraram após o Supremo Tribunal Federal adiar a decisão sobre o pedido do ex-presidente para não ir para a prisão. A análise do habeas corpus começou na semana passada, mas a conclusão só deve ocorrer no próximo dia 4. Com a rejeição do recurso do petista pelo Tribunal Regional da 4ª Região na última segunda-feira, a sentença de 12 anos e 1 mês de prisão já poderia começar a ser cumprida. / COLABOROU DANIEL WETERMAN

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