Após ataque pessoal, Marta recorre a ministros e cria o 'Taxab'

Petista conta com o apoio de Dilma Rousseff e Tarso Genro; Kassab alfineta a adversária e lembra viagem a Paris

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

15 de outubro de 2008 | 08h24

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) contou com palavras de apoio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro da Justiça, Tarso Genro, no horário eleitoral gratuito dessa quarta-feira, 15. A petista também aproveitou para inverter as críticas à criação de taxas durante a sua gestão - que lhe valeu o apelido de "Martaxa" - e lançou o "Taxab". Segundo a candidata, ninguém aumentou os tributos para os paulistanos tanto quanto o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na semana passada, a petista questionou no rádio e na TV a vida pessoal do adversário, o que gerou uma reação negativa até mesmo dentro de seu partido. Em inserções de 30 segundos, a campanha petista perguntava ao eleitor: "Você conhece Kassab? Sabe se ele é casado? Tem filhos?"   Veja também: Depois de guerra na TV, Kassab tem 12 pontos à frente de Marta Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   O candidato do DEM também aproveitou para alfinetar a ex-ministra do Turismo. Kassab citou matéria do jornal O Estado de S. Paulo, de 29 de novembro de 2004, que fala sobre a viagem de Marta a Paris, durante férias de 10 dias, um mês antes do fim do seu mandato. Segundo a campanha do prefeito, enquanto os paulistanos enfrentavam as enchentes na cidade, a petista passeava pela capital francesa.   Dilma Rousseff, provavelmente falando durante um comício, diz: "Viva a Marta! Vamos chegar à vitória no dia 26". Já o ministro da Justiça afirma que tem a sensação de uma grande virada e de "uma grande vitória para São Paulo e para o Brasil". Na terça-feira, Marta contou com o apoio do presidente Lula, que ressaltou as diferenças nas biografias e trajetórias da petista e de Kassab.   Para justificar o novo apelido de "Taxab", a campanha de Marta afirmou que em 2006 Kassab passou a cobrar 2% de ISS para autônomos e aumentou em 70% o imposto que se paga na venda de imóveis. "A média do IPTU saltou de R$ 235 para R$ 264, a mais alta do Brasil. A média anual de impostos paga por cada paulistano passou de R$ 648 para R$ 864 em quatro anos, já descontada a inflação. E pode vir mais por ai com a cobrança de pedágio (urbano)", afirmou o locutor.   Kassab aproveitou o Dia do Professor (15 de outubro) para afirmar que foi o primeiro prefeito em oito anos a dar aumento real de salário para esses profissionais. "O reajuste foi maior que a inflação e superou até o índice das escolas particulares", afirmou o candidato, que prometeu acabar com a falta de vaga nas creches.   Escolas de lata   Marta voltou a citar a parceria do atual prefeito com Celso Pitta e lhe atribuir a responsabilidade pela criação das escolas de lata. "Essas escolas não foram criadas na época do Pitta? E o Kassab não era secretário do Pitta, homem de confiança? Então ele diz que resolveu um problema que ajudou a criar", diz o locutor.   Kassab, em sua campanha, afirma que acabou com as escolas e salas de lata, coisa que sua antecessora não fez. O candidato do DEM acusa Marta de ter investido na construção de CEUs enquanto crianças continuavam estudando em espaços precários.

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