Após apoio de Lula, eleições em São Luís indicam 2° turno

Antes da adesão do presidente, pesquisas indicavam vitória do PSDB no 1° turno contra candidato do PCdoB

Wilson Lima, especial para O Estado,

24 de setembro de 2008 | 14h42

O apoio expresso do presidente Lula (PT) ao deputado federal Flávio Dino (PCdoB), deu uma reviravolta nas eleições municipais em São Luís, Maranhão. Antes da adesão de Lula à campanha de Dino, as pesquisas indicavam vitória do candidato João Castelo (PSDB) no primeiro turno; após Lula, esse cenário inverteu-se e a tendência é que as eleições na capital maranhense sejam definidas em dois turnos. Com a disputa polarizada entre socialista e o tucano.   Veja também: Especial: Perfil dos candidatos  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Ibope: Veja números das últimas pesquisas    Segundo a mais recente pesquisa Rede Globo/Ibope, João Castelo liderava com 45% das intenções de voto. Antes da adesão de Lula à candidatura de Dino, Castelo detinha 51%. Já Dino, que estava com 7% das intenções de votos antes da ajuda de Lula e figurava na terceira colocação nas pesquisas, agora detém 16% e assumiu o segundo posto. A escalada de Dino derrubou o candidato do PDT, Clodomir Paz, ao posto de terceiro colocado. Paz tem 8% nas pesquisas. Esse cenário mostra uma situação inédita na capital maranhense. Se essas tendências forem confirmadas nas urnas, o PDT poderá, pela primeira vez desde 1996, perder o controle da prefeitura de São Luís.   A campanha rumo a prefeitura de São Luís foi marcada pela polêmica em torno do apóio do presidente Lula. Antes da inserção de Lula no horário eleitoral pedindo votos para o deputado federal, Flávio Dino, outros três candidatos pleiteavam o apoio do presidente: os candidatos Gastão Vieira (PMDB), Cléber Verde (PRB) e Waldir Maranhão (PP).   Sem uma declaração oficial de apoio do presidente, os outros candidatos foram obrigados a usar outros nomes para afirmar que estavam alinhados com o governo central. A líder do governo no Senado, Roseana Sarney (PMDB), pediu votos a Gastão Vieira em nome do governo Lula; Waldir Maranhão, utilizou o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida e Cléber Verde, o vice-presidente José Alencar, com o mesmo objetivo.   Mas, mesmo assim, as pesquisas de intenção de voto não indicaram crescimento da campanha de nenhum deles. Vieira e Verde, pelo Ibope, aparecem com 3% das intenções de voto; Maranhão, com 1%. Os demais candidatos na disputa pela prefeitura de São Luís também aparecem com intenções de voto igual ou inferior a três pontos percentuais: Raimundo Cutrim (DEM) detém 3%; Pedro Fernandes (PTB) e Wélbson Madeira (PSTU), 1%. Paulo Rios (PSol), não foi citado na última pesquisa Rede Globo/Ibope.   A possibilidade de segundo turno, apenas aumentou a polêmica relacionada ao uso da imagem de Lula. O candidato João Castelo utilizou, em seu programa eleitoral, vídeos no qual o presidente fala que seu governo não dará tratamento diferenciado a aliados e ou adversários. A Justiça Eleitoral do Maranhão proibiu o uso do vídeo no programa tucano. E, nesta fase final de campanha, Castelo tenta vincular a imagem de Flávio Dino à da família Sarney. E, uma das estratégias da candidatura tucana, é tentar mostrar ao eleitor que a adesão oficial de Lula à candidatura de Dino teria sido fruto de um acordo entre o senador José Sarney e o comunista. Um acordo inexistente, conforme o comunista.

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições 2008Flávio DinoPCdoB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.