Após ameaça, PV agora diz que fica com Serra

Após dizer que reavaliaria o apoio ao PSDB em São Paulo, o PV decidiu ontem à noite continuar na aliança do tucano José Serra. A sigla vai fazer três "exigências" à campanha: um comitê de coordenação da campanha com todas as siglas; a manutenção de Eduardo Jorge na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente; e a inclusão de 12 propostas ao programa de governo.

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2012 | 03h06

"A parceria nunca foi rompida. Estaremos ao lado de Jose Serra nos próximos oito anos, porque ele ficara oito anos", disse o presidente municipal do PV, Carlos Camacho.

Durante o dia, o próprio presidente nacional do PV, deputado José Luiz Penna (SP), já afirmava que o partido "não quer romper a aliança" com Serra. "No conjunto do partido, a ideia é requalificar o relacionamento."

Membros do PV ficaram insatisfeitos com a indicação do ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD) para o posto de vice. Eles pleiteavam a vaga para Eduardo Jorge, que se licenciou da secretaria para poder ser indicado à vice.

Mal-estar. Antes da reunião, Camacho deixava explícito o desgosto em relação à escolha de Schneider como vice de Serra. "Nós fomos deixados de lado, não fomos consultados e isso gerou mal-estar no partido."

O PV integra o leque de partidos que compõem a coligação de Serra. Além do PV e PSDB, PR, DEM e PSD compõem a chapa. Os verdes, no entanto, são os únicos que não aderiram à coligação proporcional, também chamada de "chapão", na qual os vereadores das legendas coligadas dividem o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. / FELIPE FRAZÃO, GUILHERME WALTENBERG e ISADORA PERON

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