DIvulgação
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Após adiamento de convenção do PT, Câmara faz novo aceno por aliança

Governador é o principal interessado na coalização, que no Estado inviabilizaria a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes

Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2018 | 22h18

RECIFE – Principal interessado na composição de seu partido com o PT nas eleições 2018, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), pré-candidato à reeleição, divulgou nota na sexta-feira, 20, na qual reafirma que considera importante que seja mantido o diálogo entre os partidos de centro-esquerda.

"No âmbito do PSB, o governador continuará defendendo o apoio à candidatura do ex-presidente Lula, mesmo diante da possibilidade de o PT lançar candidato ao Governo de Pernambuco", afirmou.

A nota de Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, é uma reação à decisão da Executiva Nacional do PT desta sexta-feira, 20, de transferir para o dia 2 de agosto as convenções estaduais. Foi o terceiro adiamento das convenções, inicialmente marcadas para 12 de maio, depois para 10 de junho e por fim entre 27 e 29 de julho, antes de ser transferida para agosto. O adiamento estende um pouco mais o prazo de negociação com vistas à construção de uma aliança entre os dois partidos. Segundo Câmara, é preciso manter também as tratativas para a coligação entre as legendas, incluindo o PCdoB e o PROS.

O governador é o principal interessado na coalização com o PT, já que um acordo entre os partidos inviabilizaria a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), que aparece nas pesquisas de intenção de votos empatada tecnicamente com o pessebista e com chances de vencê-lo em um eventual segundo turno. O recado de Câmara também foi direcionado a boa parte do PSB que defende uma aliança com o candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, que cogita oferecer aos pessebistas a vaga de vice na campanha.

A caminho de mais uma agenda de reuniões com lideranças do PT e de movimentos sociais do sertão pernambucano, Marília Arraes demonstrou otimismo com a decisão do diretório nacional do partido. Segundo ela, o adiamento da convenção “não muda em nada na construção da sua pré-candidatura”. “É a (pré-candidatura) que mais cresce no Estado nesse contexto das eleições. Temos certeza de que vai se consolidar para a gente fazer a disputa em outubro”, disse Marília via assessoria.

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