Apoiado por D'Urso, Costa é eleito na OAB-SP

Candidato da situação obteve cerca de 38% dos votos e venceu disputa acirrada contra Toron, com 35%; Sayeg ficou em terceiro, com 20%

ISADORA PERON, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h03

Em uma disputa acirrada, o candidato da situação, Marcos da Costa, foi escolhido como novo presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados (OAB-SP). Apoiado pelo atual presidente da entidade, Luiz Flávio D'Urso, Costa obteve cerca de 38% dos votos. O segundo colocado, Alberto Toron, conseguiu 35%. Em terceiro lugar, ficou Ricardo Sayeg, com 20%.

Costa disse ontem que vai dar continuidade ao trabalho realizado por seu antecessor - há nove anos na presidência da entidade -, mas que estará aberto a dialogar com todos os advogados, independentemente da posição adotada durante o processo eleitoral. "É importante que, passada a eleição, a advocacia volte a se unir e essa união é necessária para que nós possamos enfrentar os desafios que a sociedade nos apresentará", afirmou.

Após a divulgação do resultado, o clima de trocas de acusações, que marcou os três meses de campanha, deu lugar à cordialidade. Os adversários reconheceram a vitória de Costa e desejaram que o novo presidente faça bom mandato.

"Pelo bem da advocacia paulista desejamos que Marcos da Costa, eleito presidente da OAB-SP para o triênio 2013-2015, tenha êxito em sua gestão", afirmou Toron em nota. Ele também pediu para que os advogados que votaram nele acompanhem a gestão da nova diretoria. "Consideramos que seu voto nos dá um mandato de oposição, encarregada da vigilância crítica, mas serena, da administração da nossa Ordem", disse.

Propostas. Sayeg, por sua vez, contou que vai procurar Costa para que ele adote algumas das suas propostas. O novo presidente disse ao Estado que vai analisar cada uma delas e adotará as que forem boas para a advocacia.

Apesar de derrotado nas urnas, Sayeg afirmou que "valeu a pena" disputar a eleição e que não se arrepende por não ter formado uma chapa única com Toron. Juntos, os dois somaram mais de 55% dos votos. Sayeg apontou diferenças ideológicas entre eles como impedimento para um alinhamento político.

A eleição foi realizada na quinta-feira. A votação foi feita em cédula de papel, porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não emprestou as urnas eletrônicas para o pleito.

Estavam aptos a votar mais de 250 mil advogados em todo o Estado. A OAB-SP ainda não divulgou dados sobre abstenções, mas o balanço do Comissão Eleitoral da entidade foi de que houve "maciço comparecimento dos advogados" às urnas.

Apesar de 95% das urnas terem sido apuradas até as 19h30 de ontem, a proclamação do eleito será feita somente na segunda-feira. A seção paulista da Ordem é considerada a mais importante e mais rica entidade da banca no País, com orçamento anual de mais de R$ 200 milhões.

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