Apesar de críticas do PSDB, Alckmin não muda programa de TV

Questionado sobre cobranças, candidato tucano à Prefeitura de SP nega que haja racha no partido

Carolina Freitas, da Agência Estado

21 de agosto de 2008 | 16h15

Indiferente às críticas de caciques do PSDB que consideraram "frio" o programa do candidato do partido, Geraldo Alckmin, o ex-governador não pretende mudar nada em sua campanha na TV. Alckmin disse nesta quinta-feira, 21,  que na quarta-feira à noite foi feita uma pesquisa qualitativa que apontou o seu programa como "o mais bem avaliado, direto e verdadeiro".   Veja também: Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor      "Gostei muito do programa, e não pretendo fazer nenhuma mudança", afirmou o candidato. "Vamos fazer uma campanha conversando com as pessoas sobre problemas de São Paulo, sem muita pirotecnia, mas com conteúdo." Alckmin participou, no início da tarde, de um evento da Associação dos Dirigentes de Venda e Marketing do Brasil (Advb), na zona sul da cidade.   Questionado sobre cobranças do PSDB para que seja mais incisivo em sua campanha, Alckmin negou que haja um racha no partido. "O que tenho visto é um grande engajamento do PSDB na campanha", afirmou. "Atacar adversários é um bom caminho para perder a eleição. Quem fala mal dos outros é porque não tem propostas."   Para mostrar a suposta unidade do partido, Alckmin falou sobre a participação do governador de São Paulo, José Serra, em seu programa de TV na noite de ontem. "Sempre disse que Serra nos apoiava", comentou. "A presença dele não é nenhuma novidade para mim, mas encerra esta especulação." Apesar de agradecido pelo apoio, o candidato relativizou a importância de ter um padrinho político na campanha. "Os apoios ajudam, mas o fator decisivo é o candidato."   O tom de conciliação estendeu-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, petista com quem Alckmin pretende "trabalhar por São Paulo", se eleito. "A disputa acaba no dia da eleição", afirmou. "O presidente do Brasil não é presidente do PT."

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