Bruno Ribeiro/ Estadão
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Ao votar, Russomanno atribui queda nas pesquisas a fake news e diz que irá ao segundo turno

Candidato do Republicanos votou em meio a explicações sobre resultados, destacando morte de coordenador e menos recursos que rivais

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 12h33

Em queda nas últimas pesquisas de opinião, o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, votou às 11 horas em um colégio na região do Morumbi, zona sul de São Paulo, e fez discursos já destacando dificuldades que sua campanha teve ao longo destas eleições, mas disse acreditar que ainda irá para o segundo turno. Ele atribui o desempenho negativo nas pesquisas a supostas fake news das quais seria alvo.

"É patente o quanto eu fui vítima de fake news, uma quantidade imensa", disse o candidato. Ele disse ainda que, com menos recursos, não teve uma campanha digital como os demais. "Não teve impulsionamento (digital)", declarou.

Assim que desceu do carro, ao falar com os primeiros jornalistas que o abordaram, o apresentador de TV destacou que havia perdido seu coordenador, o presidente do diretório municipal do Republicanos, Marcos Alcântara. "O que mais batalhou, criou toda a estrutura de campanha e, na hora de colocar em prática, ele não esteve."

Ao votar, lembrou que as pesquisas apontavam, até sábado, 14, um índice de 9% de indecisos, e que havia chances de crescer e se recuperar. "Conto com os votos desse eleitorado e do eleitorado que não se pronuncia."

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"Fizemos uma campanha com poucos recursos e fizemos uma campanha depois da morte do meu coordenador de campanha. Então é uma campanha cheia de percalços. E mesmo assim a gente teve um resultado maravilhoso e está no segundo turno."

Após falar em "poucos recursos", Russomanno foi questionado e evitou fazer críticas a seu partido. Defendeu a estratégia do Republicanos de investir também em cidades menores. "Não priorizamos cidade A, B ou C. Fizemos como deve ser feito. Partido é dividido entre todos, senão não cresce como partido", afirmou. "A gente tem uma política de dividir, no nome já diz, partido." O candidato recebeu pouco mais de R$ 1 milhão do partido, quantia inferior à dos demais três candidatos na disputa (Bruno Covas, do PSDB, Guilherme Boulos, do PSOL, e Márcio França, do PSB).

Também após questionamentos, o candidato se disse satisfeito com o apoio obtido do presidente Jair Bolsonaro. "A gente assumiu (o apoio) desde o início, todo mundo sabe que eu sou vice-líder do governo no Congresso Nacional e a gente precisa muito do governo federal no pós pandemia", afirmou.

Russomanno irá acompanhar a apuração na sede do Republicanos, em Moema, zona sul.

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