Itamar Aguiar
Itamar Aguiar

Ao votar, Marchezan minimiza disputa nas urnas; Melo diz que eleição está em aberto

Nelson Marchezan (PSDB) evita nacionalizar confronto entre PSDB e PMDB; Sebastião Melo (PMDB) mantém posição distante da direita

Gabriela Lara, correspondente e Ricardo Galhardo, enviado especial, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2016 | 15h04

O candidato do PSDB à prefeitura de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, votou pouco antes do meio-dia numa escola no bairro Menino Deus. Ele estava acompanhando do filho de 8 anos e de uma sobrinha. Ao conversar com a imprensa, o tucano evitou nacionalizar o confronto com Sebastião Melo, do PMDB. Os dois partidos disputam a prefeitura de outras capitais neste segundo turno.

"O debate aqui foi muito mais das expectativas da cidade, da mudança, da situação real de Porto Alegre e do que almeja para o futuro do que o debate entre partidos e ideologias", disse. "Essa questão partidária, ideológica, mais ranzinza que já teve em algumas eleições não foi pauta desta eleição."

O deputado federal afirmou ainda que está com "boa expectativa" sobre o resultado desta eleição.

Uma equipe da Polícia Federal acompanhou a votação do candidato. Segundo os agentes, a superintendência da PF em Porto Alegre determinou que equipes circulassem pelos locais de votação dele e de Melo. A presença da PF atende ao pedido da Justiça Eleitoral que reuniu representantes das campanhas e imprensa para evitar tumultos como o ocorrido durante a votação da ex-presidente Dilma Rousseff no primeiro turno, quando um juiz proibiu a presença de jornalistas e provocou confusão.

Marchezan terminou o primeiro turno com 29,84% dos votos, à frente de Melo, atual vice-prefeito da cidade, que somou 25,93%. As pesquisas de segundo turno continuaram apontando o tucano na liderança.

No último levantamento do Ibope, divulgado na última sexta-feira, Marchezan apareceu com 44% das intenções de votos totais, contra 36% de Melo. Se forem considerados apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), o tucano tem 56% e peemedebista, 44%.

O último debate na televisão, na noite de sexta-feira, foi dominado pela troca de críticas e provocações. A postura mais agressiva partiu de Melo. Ele manteve a estratégia - adotada durante todo o segundo turno - de tentar desconstruir a imagem e a candidatura do seu oponente.

Neste sábado, Marchezan não teve agenda externa. Ele optou por descansar na véspera da eleição e manteve apenas reuniões com sua equipe. Na manhã deste domingo, a agenda dos dois candidatos começou cedo. Desde o início da manhã eles circularam por emissoras de rádio para conceder entrevistas.

Melo. O candidato do PMDB à prefeitura da capital gaúcha, Sebastião Melo, votou por volta das 12h30 deste domingo, numa escola da zona sul da cidade. Ele chegou acompanhado da família, de sua candidata a vice, Juliana Brizola (PDT), e do prefeito José Fortunati (PDT). Minutos depois chegou ao local o ex-senador Pedro Simon (PMDB) para também acompanhar o voto de Melo.

 

Atrás do deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB) nas pesquisas, o peemedebista disse que a disputa está em aberto. "Estamos trabalhando para ganhar. Existem milhares de porto-alegrenses que só vão decidir seu voto na hora da votação", afirmou o atual vice-prefeito de Porto Alegre à imprensa, ao sair da cabine de votação. "Tudo pode acontecer."

 

Assim como fez durante todo o segundo turno - e mais fortemente nos últimos dias - Melo tratou de se posicionar como um candidato distante da direita, na tentativa de angariar votos de eleitores que, no primeiro turno, votaram no PT, no Psol e no PC do B. 

 

"Nós temos um campo popular em Porto Alegre muito importante de identidade com a nossa campanha. Eu espero que estejamos juntos nas urnas", disse. "São duas propostas completamente diferentes. Eu venho do campo popular, tenho compromisso com as conquistas da cidade e reconheço todos os movimentos sociais."

 

Melo também voltou a criticar propostas do seu oponente, mantendo a postura que marcou este segundo turno. 

 

Uma equipe da Polícia Federal acompanhou a votação dos dois candidatos. Segundo os agentes, a superintendência da PF em Porto Alegre determinou que circulassem pelos locais de votação de Marchezan e Melo. A presença da PF atende a pedido da Justiça Eleitoral para evitar tumultos como o ocorrido durante a votação da ex-presidente Dilma Rousseff no primeiro turno, quando um juiz proibiu a presença da imprensa provocando confusão.

 

Melo terminou o primeiro turno com 25,93%, atrás de Marchezan, que teve 29,84%. As pesquisas de segundo turno continuaram apontando o tucano na liderança.

 

No último levantamento do Ibope, divulgado na última sexta-feira, Marchezan apareceu com 44% das intenções de votos totais, contra o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), com 36%. Se forem considerados apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), o tucano tem 56% e peemedebista, 44%. 

 

O último debate na televisão, na noite de sexta-feira, foi dominado pela troca de críticas e provocações. A postura mais agressiva partiu de Melo. Ele manteve a estratégia – adotada durante todo o segundo turno – de tentar desconstruir a imagem e a candidatura do seu oponente.

 

Neste sábado, Melo fez uma caminhada pelo centro da cidade com apoiadores. Passou por pontos turísticos como o Mercado Público e foi até a Feira do Livro de Porto Alegre, que começou nesta sexta-feira. Na manhã deste domingo, a agenda dos dois candidatos começou cedo. Desde o início da manhã eles circularam por emissoras de rádio para conceder entrevistas.

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