ANJ pede ação rápida contra crime em Minas

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestou ontem, em nota, sua "profunda preocupação" e "repúdio" pelo assassinato, no domingo à noite, do repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, que trabalhava como freelancer do Jornal Vale do Aço, em Ipatinga, interior de Minas Gerais.

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2013 | 02h09

Walgney levou três tiros enquanto jantava em um pesqueiro em Coronel Fabriciano, perto de Ipatinga. Como lembra a nota - assinada pelo vice-presidente e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão da ANJ, Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado - o fotógrafo "frequentemente trabalhava em dupla com o repórter Rodrigo Neto, assassinado no dia 7 de março, na mesma região, num clima de ameaças a testemunhas deste e de outros crimes".

Diante das evidências de que os dois crimes estejam relacionados, a ANJ "insiste junto às autoridades policiais de Minas Gerais para que envidem todos os esforços necessários à elucidação dos casos, a fim de que os responsáveis pelos homicídios sejam devidamente julgados".

Walgney, que tinha 43 anos, foi sepultado na segunda-feira à tarde. Segundo a perícia, ele levou uma bala na cabeça e outra na axila direita. A polícia diz já ter os nomes dos dois prováveis autores do crime.

Federalização. A segunda morte de um jornalista em Ipatinga, em menos de seis semanas, levou também a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP)a insistir em que o Legislativo do Brasil "avance na federalização dos delitos contra os jornalistas, como um passo para frear a impunidade e a violência". Segundo o presidente de seu Comitê de Liberdade de Imprensa, Oscar Paolillo, "a carência de justiça e a impunidade geram insegurança e, em consequência, a autocensura, o que afeta diretamente a liberdade de imprensa e o direito cidadão de estar bem informado".

Em Nova York, o vice-diretor do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), Robert Mahoney, afirmou que "as autoridades devem agir agora" e que a demora "seria um símbolo da inaceitável taxa de impunidade para homicídios de jornalistas no Brasil" / GABRIEL MANZANO

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