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ANJ classifica censura a blog do 'Estado' de 'esdrúxula'

Nota critica juiz por ordenar que texto sobre campanha de prefeito de Macapá, Roberto Goes, seja retirado do ar

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h01

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) emitiu nota ontem na qual protesta contra a decisão da Justiça Eleitoral do Amapá de censurar o blog do jornalista João Bosco Rabello, diretor da sucursal de Brasília do Estado. Segundo a entidade, a decisão proferida pelo juiz auxiliar Adão Joel Gomes de Carvalho é "esdrúxula".

A Justiça Eleitoral determinou a retirada do ar da nota Um prefeito sob controle judicial, que informava que o prefeito de Macapá, Roberto Goes (PDT), candidato à reeleição, faz campanha com liberdade de movimentos restrita por acordo judicial: não pode ir a locais públicos a partir de determinados horários nem se ausentar do Estado sem autorização judicial. Assim que foi notificado, o Estado cumpriu a decisão e retirou do ar, ontem, a nota do blog.

"Diante da esdrúxula decisão, a ANJ apoia a decisão da empresa S/A O Estado de S. Paulo de recorrer da decisão. Lamentando que o Poder Judiciário, mais uma vez, proteja quem trata de impedir a sociedade de ter acesso a informações que lhe permitam tomar decisões políticas com pleno conhecimento dos fatos", diz a nota, assinada pelo vice-presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão e diretor-presidente do Grupo Estado.

Campanha. O acordo judicial envolvendo o prefeito de Macapá tem origem na sua prisão durante operação da Polícia Federal, em 2010, que desbaratou uma quadrilha instalada no Amapá. A nota do blog não faz juízo de valor sobre o político nem entra no mérito de sua situação judicial. Apenas relata a forma como Goes tem feito sua campanha em Macapá.

Segundo a ANJ, o juiz desconsiderou "o elementar papel da imprensa nas sociedades democráticas" e acolheu a tese da advogada de Goes, que alegou que a notícia teria como objetivo "sujar a figura e reputação" dele perante o eleitor. "Não satisfeito, o exmo. sr. juiz arvorou-se a ensinar jornalismo afirmando que 'o direito de informar pressupõe a divulgação de matérias contemporâneas, para levar à apreciação da população situação que devem (sic) ser de conhecimento público'", completou a ANJ.

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