Aníbal critica coligação proporcional de apoio a Serra

Secretário de Energia de São Paulo definiu escolha como absurda; modelo definiu chapa única de vereadores com os aliados, o que deve reduzir número de cadeiras tucanas na Câmara

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

24 Junho 2012 | 13h01

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, criticou neste domingo, 24, a formação de coligação proporcional para a eleição de vereadores na chapa do pré-candidato tucano José Serra à prefeitura de São Paulo. A coligação proporcional é a divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita no radio e na TV entre os partidos aliados.

A definição da chapa única foi oficializada na noite de quinta-feira, 21, e o tema foi motivo de divergência entre dirigentes do partido. Mas por 41 votos a 27, foi aprovada a coligação com o PSD, o DEM, o PR e possivelmente o PV. Com a decisão, os tucanos vão dividir com os partidos aliados o número de vagas para seus candidatos a vereador.

Para Aníbal, que participa da convenção municipal do PSDB realizada neste domingo para homologar a candidatura de José Serra à Prefeitura paulistana, a escolha do chamado chapão foi um "absurdo". "Acho que se a votação que definiu a coligação proporcional não tivesse sido secreta, teria perdido. Muita gente foi estimulada e não fez o voto que queria fazer, contrário à votação não proporcional", disse, sem dizer quem teria interesse na coligação proporcional.

O ex-secretário Andrea Matarazzo defendeu a coligação proporcional PSDB-PSD-PR-DEM para a eleição de vereadores. "É bom para toda a coligação porque permite que se faça um bom número de vereadores," afirmou.

Derrotado nas prévias de 25 de março que escolheram José Serra pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Aníbal disse que a escolha de Serra pelos tucanos tem como base "uma coligação de apoios que eu acho conservadora, movida pela ideia do ''olha quem tem a melhor posição nas pesquisas agora''. Isso não propicia a formação de novos quadros", argumentou.

Aníbal aproveitou ainda para criticar o PSD, que está na coligação. "Você (PSDB) está se coligando com uma força política que tem uma ação predatória contra o PSDB em São Paulo. É uma união absurda", limitou-se a dizer.

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