NELSON JR./ASCOM/TSE
NELSON JR./ASCOM/TSE

Análise: Um fato que não corresponde aos fatos

Comando do PT tenta criar uma realidade paralela, onde Lula pode ser candidato ao Planalto, apesar da Lei da Ficha Limpa

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2018 | 05h00

Já se passaram mais de quatro meses da prisão de Lula, mas o comando do PT, teleguiado pelo ex-presidente, tenta criar uma realidade paralela, onde Lula pode ser candidato ao Planalto, apesar de seu caso claramente se enquadrar na Lei da Ficha Limpa. Ou seja, está inelegível. Mais grave ainda é omitir no registro da candidatura aquilo que todo o mundo já sabe: Lula foi condenado e está preso.

Não é preciso ser gênio para ver que o PT segue roteiro elaborado para tentar estabelecer, até quando der, a dúvida na cabeça dos eleitores e levar adiante a tese da perseguição política. Querem transformar em fato algo que não corresponde aos fatos. O fato que existe é que Lula está preso, depois de ser condenado em 2.ª instância.

O ato político desta quarta0-feira, 15, em Brasília, foi apenas mais um lance no oba-oba que o PT vem mantendo para preservar a força política de Lula. Como estratégia tem servido para mobilizar o partido. O problema é que poderá custar o preço de inviabilizar a candidatura de um substituto. Afinal, haverá tempo suficiente para tornar Fernando Haddad conhecido dos eleitores e captar a transferência de quem votaria em Lula?

Dirigentes petistas transformaram uma formalidade eleitoral – o registro de uma candidatura que deverá ser barrada – numa cortina de fumaça política. É o mesmo script que vêm cumprindo desde que perceberam que Lula não conseguiria escapar da condenação na Lava Jato

PT registra candidatura de Lula ao Palácio do Planalto

 

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