ANÁLISE: Indecisos derrubam vale-tudo ao abordar temas da vida real

A dois dias da eleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) começaram o último debate das eleições, na TV Globo, como se imaginava. Disparando suas metralhadoras giratórias, com críticas, denúncias e muitos ataques ao adversário, em busca de votos decisivos na disputa. Mas o modelo do debate da Globo acabou reduzindo o impacto de suas estratégias. Com perguntas feitas diretamente pelos eleitores indecisos, Dilma e Aécio foram transportados do modelo “vale-tudo” para perguntas do mundo real e precisaram oferecer explicações para problemas que afetam diretamente a vida cotidiana.

Marcelo Moraes, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 00h34

Uma eleitora cobrou soluções para o esgoto a céu aberto. Outro reclamou do preço cada vez mais elevado dos aluguéis. Uma terceira quis saber como uma pessoa mais velha e qualificada poderia manter um emprego de bom nível.

O choque de realidade fez os candidatos abandonarem as caneladas mútuas e buscarem ideias que contemplassem as angústias dos eleitores indecisos. Antes disso, esses temas passaram longe das perguntas feitas pelos candidatos entre si.

Foi necessária a participação dos indecisos para mudar o debate e apresentar aos candidatos a discussão que realmente importa: como o próximo governo pode contribuir para melhorar a vida das pessoas.

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