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Análise de TV: SBT troca púlpitos por formato sentado

Ideia é simples e boa, como já havia atestado o canal TF2 no último debate à presidência da França, mas não tinha sido explorada aqui

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 22h09

Colocar os candidatos sentados, dispensando os púlpitos de praxe, foi uma tentativa do SBT de inovar o formato de debate. A ideia é simples e muito boa, como já havia atestado o canal TF2 no último debate à presidência da França, em 2012, entre François Hollande e Nicolas Sarkozy, mas ainda não tinha sido explorada aqui. O mediador, Carlos Nascimento, posicionou-se entre os dois adversários, mais ao fundo do cenário, sem obstruir o olhar direto entre eles. Encarar o outro de frente tem se mostrado combustível infalível no aumento da temperatura do bate-boca. Como na Band, só foi autorizada divisão de tela com closes de ambos durante a formulação de perguntas. Sem ter de se preocupar com a postura de corpo inteiro, Dilma usou e abusou das mãos, expressando com elas o tom incisivo que nem sempre consegue alcançar com o discurso falado. Menos irônico e mais indignado que na Band, Aécio investiu todos os esforços de persuasão no olhar - tanto à adversária como à câmera.

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