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Análise de TV: Jogo direto e divisão de tela têm bom efeito

Formato privilegia embate entre candidatos, promovendo dinâmica para confronto de ideias - ou de picuinhas, que seja

Cristina Padiglione , O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 00h45

Jogo rápido. Nada de sorteio, nada de papelzinho que se desdobra para ser lido e depois exposto à câmera, e quase nada de escolhas externas de quem perguntaria a quem - a exceção ficou para o bloco em que os jornalistas da Record selecionavam o alvo da pergunta e o autor do comentário a seguir. O formato do programa privilegiou o embate entre os candidatos, promovendo dinâmica para o confronto de ideias - ou de picuinhas, que seja. No vaivém de indagações, era um alento acompanhar a expressão de quem ouvia a questão do adversário, por meio de uma simples divisão de tela, recurso que fez falta em outros debates. Ao reparar que sua imagem estava no vídeo, o candidato imediatamente desfazia o cenho franzido e caprichava no meio sorriso. No papel de mediador, Eduardo Ribeiro honrou a missão de coadjuvante, com gestual moderado e discurso enxuto. Só o cenário, com bandeira nacional vazada, jogou-lhe holofotes, em um ambiente onde todos os outros se contentaram novamente com fundo azul, uma constante em debates.

Segundo dados preliminares do Ibope, a audiência até 0h foi de 5 pontos, deixando a Record em 3.º lugar no horário - cada ponto equivale a 65 mil lares na Grande São Paulo. 

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