ANÁLISE: Candidatos omitem pontos polêmicos na segurança

Propostas dos postulantes ao governo paulista vão da aposta da linha dura de Paulo Skaf (MDB) ao elogio das gestões tucanas de João Doria (PSDB)

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 05h00

Integração das polícias, investimento em inteligência e em tecnologia e valorização dos policiais. Propostas genéricas – sem explicar como serão feitas – e repetidas eleição após eleição dominam a segurança nos programas dos principais candidatos ao governo.

Há diferenças entre os candidatos. Da aposta da linha dura de Paulo Skaf (MDB) ao elogio das gestões tucanas de João Doria (PSDB). Há promessas que falam ao bolso dos policiais, como pagar em dinheiro integralmente as licenças-prêmio, feita pelo governador Márcio França (PSB) – os policiais só podem receber em dinheiro 30 dos 90 dias da licença. E omissões sobre polêmicas: França não cita o plano de retirar a Polícia Civil da Secretaria da Segurança e Doria não fala da criação de 22 batalhões da Rota.

Skaf é o único que tem um capítulo para os presídios num Estado onde o Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente em 137 penitenciárias. Ele quer limitar o contato físico entre detentos e visitas, combater os pancadões e criar uma agência contra a lavagem de dinheiro. Por fim, Doria defende a segurança dos governos tucanos, que apostaram na integração das polícias. E quer parcerias público-privadas para os presídios. Com todos os problemas, os três ainda têm um programa. Pior é Luiz Marinho (PT), que não apresentou proposta alguma.

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