ANÁLISE: Alta na participação feminina e de jovens é saldo positivo

Resta saber se, do ponto de vista da atuação parlamentar, isso bancará avanços sociais ou não.

Américo Sampaio, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 05h00

O pleito de 2016 traz algumas novidades à Câmara Municipal. Com relação à cor e à raça, o próximo mandato ainda terá uma composição desproporcionalmente branca. No entanto, tivemos um avanço com relação à representatividade feminina. O Legislativo terá 11 vereadoras a partir de 2017, contra seis eleitas em 2012. E ficará mais jovem, já que mais de 15%, ou nove parlamentares eleitos, têm menos de 40 anos.

Mas nem tudo é novidade. As maiores bancadas continuarão sendo as do PSDB, com 11, e PT, com nove. Os demais partidos (dez siglas) ficaram pulverizados, com bancadas que variam entre 2 e 4 vereadores, e ainda seis legendas conquistaram apenas uma cadeira. Todavia, analisando individualmente os parlamentares eleitos, a escolha de domingo mostrou que a renovação é mais quantitativa do que qualitativa.

Por mais que rostos conhecidos da capital paulista não tenham conseguido se reeleger, como Nabil Bonduki (PT) e Wadih Mutran (PDT), grande parte dos “novos” vereadores são, na verdade, antigas figuras do Legislativo, como Soninha (PPS) e Eduardo Suplicy (PT).

Podemos avaliar assim que as eleições seguiram certa tendência histórica, mas, com especial destaque, de fato, para a ampliação das mulheres e dos jovens, o que é positivo. Resta saber se, do ponto de vista da atuação parlamentar, isso bancará avanços sociais ou não.

/ É PESQUISADOR DA REDE NOSSA SÃO PAULO

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