Reproução/Ana Amélia
Reproução/Ana Amélia

Ana Amélia confirma pré-candidatura a vice-presidente em chapa com Alckmin

Senadora diz em vídeo que 'não foi uma decisão fácil' abrir mão de uma 'reeleição quase certa (ao Senado)' por um 'resultado incerto'

Filipe Strazzer e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2018 | 17h35

A senadora Ana Amélia (PP-RS) confirmou nesta sexta-feira, 3, que aceitou o convite para ser candidata a vice na chapa com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para a Presidência da República nas eleições 2018. Em vídeo divulgado pela equipe da senadora, ela diz que "não foi uma decisão fácil" abrir mão de uma "reeleição quase certa (ao Senado)" por um "resultado incerto" ao juntar-se com o tucano. Ela estará na convenção do PSDB no sábado, 4, em Brasília.

"Tomei a decisão de aceitar compor a candidatura chapa majoritária para a Presidência da República com o governador Geraldo Alckmin", diz Ana Amélia. "Não foi uma decisão fácil. Tive a coragem de abrir mão de uma reeleição ao Senado quase certa por um resultado eleitoral incerto. Entrei na política para ajudar a mudar a politica e através dela mudar meu Estado e meu País. O Brasil está diante de um dos momentos mais graves de sua história, não não podemos cruzar os braços", afirmou. 

Ana Amélia afirmou não se "curvar a pressões e manter sua ética". "Sou pré-candidata a vice-presidente da República e minha ética e compromissos serão sempre os mesmos. Nunca tive medo de desafios. Como mulher, não me curvo às pressões de quem quer que seja. Não aceitaria cargo ou desafio que me obrigasse a fazer coisas que não concordo ou não acredito. Assim continuarei."

Na noite de quinta, Alckmin confirmou que já tinha o "OK" da senadora, a quem chamou de "vice dos sonhos". "Ana Amélia aceitou. Foi um gesto importante. Ela abriu mão de sua reeleição ao Senado para vir conosco nessa caminhada. A vice dos sonhos é Ana Amélia, e eu consegui."

 

O acordo que resultou no convite de Alckmin a Ana Amélia, como antecipou a Coluna do Estadão, estava condicionado a arranjos entre PSDB e PP em âmbito nacional e, principalmente, no Rio Grande do Sul, Estado natal da senadora, e onde as duas legendas têm candidatos próprios ao Executivo. O deputado Luiz Carlos Heinze (PP), que havia fechado uma composição com DEM, PSC, PROS e PSL, deve desistir da disputa para apoiar o tucano Eduardo Leite (PSDB), ex-prefeito de Pelotas, e ocupar a vaga de Ana Amélia na disputa pelo Senado.

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