Amigo diz que 'Pedro Caroço' é injustiçado

Amigo da época em que Dirceu se refugiou em Cruzeiro do Oeste, Teodorico Picinatto, o Kiko, defende o ex-ministro com base no "Zé" que conheceu - na época, "Carlos Henrique Gouveia de Mello". Fala de um homem simples, discreto e honesto.

/ D. A., O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2012 | 03h03

A passagem de Dirceu por Passa Quatro - o ex-ministro esteve na cidade mineira na semana passada - parece a Picinatto mais que uma visita à mãe. "Ele deve estar se sentindo humilhado, nada melhor que colo, carinho e conselho de mãe", disse Kiko, de 59 anos, um dos primeiros a se aproximar de Dirceu na cidade.

Kiko era vizinho da república em que o ex-ministro viveu quando chegou à cidade e esteve com ele em momentos marcantes, como no nascimento do filho Zeca. "Ele tinha me chamado para pescar e, quando voltamos para a minha casa, minha mãe disse pra ele: 'Carlos, corre para o hospital que seu filho nasceu'."

Quando estão juntos, Kiko chama o ex-ministro pelo apelido da época, "Pedro Caroço", personagem da música Severina Xique-Xique, de Genival Lacerda. "A brincadeira começou porque ele ficava sentado no boteco, olhando a Clara trabalhar na loja de frente". Quem começou a brincadeira foi o ex-sócio de Dirceu na loja Magazine do Homem, o já falecido Wilson Belini.

A mentira sobre sua identidade não abala a confiança de Kiko, para quem Dirceu é vítima de injustiça. "Não tem como provar nada contra ele." Os encontros esporádicos ocorrem sempre que Dirceu passa pela cidade e são regados a conversas sobre futebol e casos do passado.

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