Amazonino Mendes é eleito pela 3ª vez prefeito de Manaus

Ex-governador e candidato do PTB derrota o rival do PSB, Serafim Corrêa, com 57,13% dos votos válidos

da redação, estadao.com.br

26 de outubro de 2008 | 21h00

O ex-governador Amazonino Mendes (PTB) é o novo prefeito de Manaus com 57,13% (495.460 votos). Com 100% das urnas apuradas, ele derrotou o candidato do PSB, Serafim Corrêa, que conseguiu 42,87% (371.845 votos). Porém, na capital do Amazonas, o resultado dependerá de decisão da Justiça Eleitoral. Na noite de quinta-feira, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do registro de candidatura de Amazonino, com base em uma denúncia feita pela Polícia Federal - ele teria fornecido vale-combustível na véspera do primeiro turno.   Veja também:  Blog: acompanhe a cobertura em tempo real 'Eu prometo' traz as promessas dos candidatos  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País Tire suas dúvidas sobre as eleições   Favorito em todas as pesquisas, o ex-governador chegou ao dia da decisão nas urnas com uma média de 20 pontos percentuais à frente do adversário na corrida à prefeitura. O que para os marqueteiros da campanha do prefeito não quer dizer nada, já que Serafim também não ganhou em nenhuma pesquisa na última eleição, em que concorreu também com Amazonino. "A diferença é que agora a população tem a atual prefeitura do adversário para comparar", defende um dos marqueteiros da campanha de Amazonino, Antonio Melo.   A última pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 24, de um instituto de pesquisa local, Unisol, ligado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), apontava Amazonino vitorioso com 54,93% dos votos válidos, 19,99% à frente do prefeito Serafim Corrêa (PSB), que aparecia com 34,94%. O percentual de indecisos era 7,48% e os votos nulos e brancos 2,65%.   Na noite de quinta-feira, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do registro de candidatura de Amazonino, com base em uma denúncia feita pela Polícia Federal em que o petebista é acusado de fornecer vale-combustível na véspera do primeiro turno. A juíza dessa eleição, Maria Eunice Torres, deve julgar o pedido na segunda-feira, após a eleição. Os advogados de Amazonino rebatem a acusação de compra de voto alegando que o combustível está na prestação de contas da campanha, para financiar gasolina para os colaboradores e cabos eleitorais.   Tom   Na campanha ao segundo turno, o tom mudou: de apresentação de propostas do primeiro, a uma metralhadora de ataques. Amazonino apresentava programas comparando feitos de seus três governos e duas prefeituras como se fossem ações do executivo municipal, comparando com as obras do atual prefeito. Serafim, do outro lado, perdia tempo em seu programa eleitoral respondendo às provocações do rival, que colocou em seu programa um palhaço no lugar do prefeito.   Assim como na campanha de 2004, quando o segundo turno foi disputado entre Amazonino e Serafim, o ferrenho correligionário de Amazonino, o deputado federal Sabino Castelo Branco, usou seu programa na televisão para atacar Serafim. Conseguindo ter a suspensão de seu programa por cinco dias, por decisão da Justiça Eleitoral.   O deputado federal é apontado como o responsável por um episódio comparado ao da apresentação de Lurian, filha ilegítima de Luis Inácio Lula da Silva, às vésperas da disputa do presidente com Fernando Collor de Mello, em 1989.   No programa eleitoral de 2004, o então vereador de Manaus Castelo Branco usou a tribuna para apresentar a médica Maria Soraia Elias Pereira como amante de Serafim e mãe de um filho fora do casamento. A história, ao contrário da de Lurian, era falsa e fez Serafim chorar em público abraçado à família - fato apontado por marqueteiros como altamente favorável à campanha do prefeito.   Amazonino Mendes é advogado e empresário. Natural de Eirunepé (AM), ele já foi prefeito de Manaus duas vezes (de 1983 a 1986 e de 1993 a 1994). Depois do segundo mandato como prefeito de Manaus, foi eleito governador do Amazonas (de 1987 a 1990) e, na seqüência, senador (de 1991 a 1992). Em 1995, Mendes voltou ao cargo de governador e após o cumprimento do mandato, foi reeleito para a função, permanecendo no cargo por mais quatro anos (de 1999 a 2002). Em 2004, Mendes também concorreu às eleições pela prefeitura da capital amazonense, mas foi derrotado pelo agora candidato à reeleição - Serafim Corrêa. Já em 2006, tentou ocupar, pela quarta vez, o lugar de governador do Amazonas pelo PFL, mas foi derrotado pelo governador reeleito Eduardo Braga (PMDB), no primeiro turno.   (Liege Albuquerque, de O Estado de S. Paulo, e Agência Brasil)

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