Divulgação|PSB
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Amastha reeleito em Palmas

Atual prefeito conseguiu mais de 50% dos votos válidos; segundo colocado foi o ex-gestor Raul Filho, do PR

Celia Bretas Tahan, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 18h38

Em Palmas, a única capital que não terá segundo turno, será mantido no cargo o atual prefeito, Carlos Amastha (PSB). Com 100% das 545 urnas apuradas, ele recebeu 52,38% (68.634) dos votos, superando seus principais concorrentes, o ex-prefeito Raul Filho (PR), que teve 31,43% (41.191) e a vice-governadora Cláudia Lelis (PV), que ficou com 10,01% (13.121) Brancos, nulos e abstenções somaram mais de 25%.

Empresário colombiano naturalizado brasileiro, Amastha é o segundo estrangeiro a administrar uma capital brasileira. O italiano André Puccinelli foi prefeito de Campo Grande (MS) de 1996 e 2004 e governador daquele estado de 2007 a 2014.

A reeleição dá força ao empresário para aspirar o governo do estado, em 2018, deixando na prefeitura sua vice, Cinthia Ribeiro (PSDB), viúva do ex-senador João Ribeiro (PR).

Amastha, de 56 anos, foi indiciado em inquérito pela Polícia Federal, em 2007, como resultado da Operação Moeda Verde, que investigou a concessão de licenças ambientais ilegais em Florianópolis (SC), inclusive do shopping que ele construiu naquela cidade. A ação está parada desde 2013, quando Amastha, eleito prefeito de Palmas, passou a ter foro privilegiado.

Logo depois da Moeda Verde, ainda em 2007, Amastha mudou para Palmas, onde construiu um shopping. Em 2012, apresentou-se como o candidato diferente dos politicos tradicionais e venceu a eleição para a prefeitura. Terceiro candidato a prefeito de capital mais rico do Brasil, com patrimônico de R$ 21,1 milhões, Amastha é superado apenas por João Dória Jr (PSDB), de São Paulo, com R$ 179,8 milhões, e Vanderlan (PSB), de Goiânia, com 29,7 milhões. 

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