Alvos das ações penais poderão ter crimes prescritos

Além da ação civil do mensalão mineiro, há outras três criminais relacionadas à campanha à reeleição de 1998 do então governador de Minas, Eduardo Azeredo. Uma delas tem o ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-vice-governador de Azeredo, Walfrido dos Mares Guia, como réu. Ele atuou como coordenador-geral da campanha de 1998, quando candidato a deputado federal.

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2013 | 02h14

Walfrido foi denunciado na ação penal que corre na 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, mas, segundo o promotor João Medeiros, quase um ano depois de completar 70 anos, sua defesa requereu no dia 13 de novembro passado a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e também poderá requerer a prescrição ­- cujo prazo de 16 anos entre a ocorrência do fato e a aceitação da denúncia cai pela metade quando o réu completa tal idade. No caso do mensalão mineiro foram 12 anos entre os fatos (1998) e o acolhimento da acusação criminal formal (2010). Na ação civil, não há risco de prescrição.

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