Alves sai em defesa do amigo Vaccarezza

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), saiu ontem em defesa do coordenador do grupo de trabalho sobre a reforma política, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Após o Diretório Nacional do PT endossar a nota da bancada na Câmara que declarou que as opiniões de Vaccarezza "não expressam o pensamento nem da bancada na Câmara nem do PT", Alves disse ao Estado que não é mesmo função do seu escolhido para comandar a reforma política representar as opiniões do PT. "Quem representa o pensamento e a diretriz do partido é o indicado pela bancada", rebateu.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2013 | 02h07

Vaccarezza foi criticado por suas declarações de que nenhuma mudança no sistema político valerá para 2014, mesmo se houver plebiscito.

Alves ressaltou que cabe a Vaccarezza organizar as tarefas do grupo de trabalho e que o coordenador precisa ter "ótimo relacionamento com todos os partidos". Ele lembrou que, com a desistência do petista Henrique Fontana (RS), seu substituto, Ricardo Berzoini (SP), deve assumir a função natural de expressar as opiniões do PT. "O Berzoini agora dirá o que quer e como o PT quer a reforma. Simples", afirmou. O peemedebista enfatizou que os trabalhos do comitê "não exclui qualquer outra iniciativa de plebiscito que, por outros caminhos, surgir".

Vaccarezza foi indicado por Alves, enquanto o PT insistia que Fontana assumisse o posto por ser o relator da última proposta de reforma política em tramitação na Casa. Com a permanência de Vaccarezza, Fontana se recusou a integrar o grupo.

O petista preferiu colocar "panos quentes" na discussão em torno da sua indicação e disse que vai ajudar na coleta de assinaturas para o decreto legislativo do plebiscito (proposta encampada pelo PT). "Para mim essa é página virada, vou concentrar minhas energias para fazer a reforma política", respondeu Vaccarezza. O deputado anunciou que, na quarta-feira, pretende lançar um portal da reforma política, site para o qual internautas poderão enviar sugestões aos parlamentares.

Na reunião do Diretório Nacional do PT no sábado, os petistas rejeitaram uma moção contra Vaccarezza, apesar da pressão de parte do partido. / D.C.

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