CARLA ELEONORA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
CARLA ELEONORA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO

Álvaro Dias e Flávio Rocha negociam aliança e já admitem coalizão mais ampla

Enquanto senador defende uma união de candidatos fora do quadro MDB-PSDB, empresário diz ser favorável a uma aliança  'de Alckmin a Meirelles'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 16h56

O senador Álvaro Dias, do Podemos, e o empresário Flávio Rocha (PRB), pré-candidatos à Presidência da República, negociam uma aliança nas eleições de outubro. Os dois visitaram juntos a Apas Show, feira da Associação Paulista de Supermercados, em São Paulo. Ambos defenderam ainda alianças para as eleições de outubro diante de um quadro fragmentado de pré-candidatos.  Enquanto Álvaro Dias defendeu uma união de candidatos fora do quadro MDB-PSDB, Flávio Rocha diz ser favorável a uma aliança  "de Alckmin a Meirelles". Os dois admitiram ainda a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa em favor de uma união.

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"Eu não sei se há possibilidade, há desejo. Gostaria que se estabelecesse convergência", disse ao Broadcast Político o senador Álvaro Dias, quando questionado sobre as conversas com Flávio Rocha. Os dois posaram para fotos juntos e andaram por estandes da feira lado a lado. No domingo, o empresário participou de um encontro com lideranças políticas do Podemos e já havia se reunido em outro momento com o senador paranaense.

Dias, por sua vez,  disse que Rocha tem uma "grande experiência empresarial" que pode ser útil na atividade pública. "Se nós pudermos reduzir o número de candidatos, vamos qualificar melhor o debate", disse o senador. Ele reforçou a defesa por uma aliança que "rompa com o sistema atual" e afastou a intenção de ter na negociação o PSDB, que lançou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como pré-candidato. "O PSDB representa um sustentáculo desse sistema que eu combato", declarou Dias.

O senador revelou que o Podemos já conversava com o PRB antes de Flávio Rocha se apresentar na disputa. Ele ainda falou que é possível agregar outros partidos, sem citar quais. "Certamente até a convenção alguns nomes não serão mais postulantes", citou. Para o senador, o critério de definição da cabeça de chapa deve ser em torno da intenção de voto e do índice de rejeição registrados em sondagens eleitorais. "Abro mão (da cabeça de chapa) se eu alguém tiver bem posicionado e assumindo essa proposta de refundação da República. Se eu admito a hipótese de conversar, eu não posso chegar impondo meu nome."

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No mesmo evento, cerca de 15 minutos antes de se encontrar com Álvaro Dias, Flávio Rocha também confirmou a negociação com o Podemos. Ele defende, no entanto, uma aliança "mais ampla possível", citando o DEM, o Podemos, o MDB, o PSDB e o PSC.

"Eu topo essa união do centro", declarou em entrevista a jornalistas, destacando que o cabeça de chapa deve ser escolhido conforme o nome que estiver melhor colocado nas pesquisas durante o período das convenções partidárias, entre final de julho e início de agosto. "Eu estimulo esta solução porque acredito, pelo andar da carruagem, [que] nós temos o maior espaço para crescer. Assumido esse compromisso, eu aceitaria até a remota possibilidade de um resultado adverso que me tirasse da cabeça de chapa."

As declarações de Dias e Rocha ocorrem após o presidente Michel Temer e ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) abrirem um canal de diálogo para uma possível aliança entre MDB e PSDB na corrida presidencial. 

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