Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Aloysio classifica Marina de incógnita e diz que sua candidatura é um 'estado de espírito'

Vice na chapa de Aécio Neves afirma que nem ele nem o ex-governador mineiro estão 'aterrorizados' com concorrência

Elizabeth Lopes e Erich Decat, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2014 | 17h35

SÃO PAULO - O senador pelo PSDB de São Paulo e vice na chapa presidencial de Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, disse nesta segunda-feira, 25, em entrevista ao Broadcast Político, que nem ele nem Aécio estão "aterrorizados" com a entrada de Marina Silva como cabeça de chapa do PSB nesta corrida presidencial no lugar do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em Santos. Para ele, Marina Silva é uma incógnita e sua candidatura, um "estado de espírito", enquanto a de seu correligionário não é de improviso, foi elaborada com cuidado, tem força política e capacidade de juntar os melhores aliados em torno das propostas para o Brasil.

Na avaliação de Aloysio, agora a corrida presidencial tem três candidaturas competitivas: além de Aécio e Marina, a da presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff. Mesmo assim, ele não aposta que a candidata do PSB vá ameaçar a ida dos tucanos ao segundo turno. 

Marina na frente. O senador evitou falar sobre as informações que circulam nos bastidores de que Marina já teria ultrapassado Aécio nas pesquisas de intenção de voto que serão divulgadas esta semana. E disse que é contrário a uma campanha de ataques aos adversários, preferindo uma campanha propositiva. 

Mesmo assim, teceu críticas a Marina durante a entrevista, dizendo que ela demonstra profunda ingenuidade e desprezo às instituições políticas ao pregar, nesta fase da campanha, que pretende governar com as melhores cabeças de todos os partidos, citando nominalmente o candidato ao Senado Federal pelo PSDB de São Paulo, José Serra.

Além disso, o senador tucano disse que são preocupantes as entrevistas que Marina concede, falando sobre o papel do Congresso Nacional, o elogio aos conselhos populares e suas posições sobre as hidrelétricas, cujo setor, segundo ele, já vive uma grande crise na gestão petista. "Sou contra qualquer tipo de messianismo, o partidário de Dilma Rousseff e o pessoal de Marina Silva", frisou. 

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